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Natação

A natação feminina do Brasil pode comemorar! Etiene Medeiros vai trazer para casa o primeiro ouro do país em um mundial de piscina longa conquistado por uma mulher. Favorita nos 50m costas, Etiene fez o melhor tempo nas semifinais (27s18) e chegou a flertar com o recorde mundial (27s06). Na final, voltou a fazer a melhor marca da carreira e, com 27s14, bateu em primeiro lugar, apenas um centésimo à frete da chinesa Yuanhui Fu (27s15). O bronze ficou com a bielorrussa Aliaksandra Herasimenia (27s23).

O resultado de Etiene também representa a quebra do recorde sul-americano. A nadadora chegou ao Mundial de Esportes Aquáticos em sexto lugar no ranking mundial, com a marca conquistada no Troféu Maria Lenk, em maio, quando nadou doente e ficou abaixo do que poderia render. Mesmo assim, não decepcionou e foi buscar um resultado que corresponde, de fato, ao potencial dela como atleta.

Etiene Medeiros já havia ganhado seis medalhas em mundiais: prata em piscina longa em Kazan (Rússia), em 2015, nos 50m costas; um ouro e uma prata –50m costas e 4×50 medley misto– nas piscinas curtas de Windsor 2016; e dois ouros e um bronze –50m costas, 4×50 medley misto e 4×50 livre misto, respectivamente– nas piscinas curtas de Doha (Catar) em 2014.

Brasil no Mundial da Fina

O ouro de Etiene foi o segundo do Brasil no Mundial de Esportes Aquáticos da Fina, disputado em Budapeste (Hungria). O outro foi conquistado pela tricampeã mundial Ana Marcela Cunha, primeira colocada na prova de 25km da maratona aquática e bronze nas maratonas de 5km e 10km.

O Brasil também subiu ao pódio do mundial no histórico revezamento 4x100m livre, considerada a principal prova da natação, com a prata de Gabriel Santos, Marcelo Chierighini, Cesar Cielo e Buno Fratus. Nicholas Santos levou a prata nos 50m borboleta e João Gomes Junior bateu em segundo lugar, com direito a recorde das Américas, na prova dos 50m peito.

Estamos de volta ao lugar de onde nunca deveríamos ter saído: o pódio mundial do revezamento 4×100 na natação, principal prova da modalidade. Neste domingo (23), o Brasil conquistou a medalha de prata na disputa masculina do Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos, que está sendo disputado em Budapeste, na Hungria.

Foram 17 anos de espera e vários “quases” até que Cesar Cielo (que bom voltar a escrever sobre esse nome!), Bruno Fratus, Gabriel Santos e Marcelo Chierighini fizeram história e conquistaram a prata mais dourada da natação brasileira. O time dos Estados Unidos era franco favorito e ficou com o ouro, mas a prova foi extremamente disputada. Não por acaso, a diferença entre brasileiros e americanos foi de apenas 0s28. Veja os tempos:

🥇USA 🇺🇸 – 3:10.06

🥈Brasil 🇧🇷 – 3:10.34

🥉Hungria 🇭🇺 – 3:11.99

O tempo conquistado pelo Brasil no Campeonato Mundial nos daria a prata também na Rio 2016…. mas a página já está virada e para um recomeço que não poderia ter sido melhor. Especialmente para o campeão olímpico (Londres-2012) Cielo, que voltou a treinar somente em fevereiro deste ano, depois de um tempo difícil, que o deixou fora dos Jogos em casa. César, inclusive, nem treinou para o revezamento 4×100. Está focado na prova dele, os 50m livre.

Em entrevista ao canal SporTV, Bruno Fratus disse que a medalha tem significado muito especial para ele. Foi em 2000, vendo Fernando Scherer, Gustavo Borges, Carlos Jayme e Edvaldo Valério ganharem o bronze olímpico em Sydney, última conquista mundial do Brasil no revezamento 4×100, que Fratus teve a certeza que queria ser nadador.

Para se ter uma ideia de quanto a natação se tornou mais competitiva desde então, o tempo do bronze brasileiro em 2000 foi de 3m17s40, quase seis segundos a mais que o registrado em Budapeste para a terceira colocação. E, na natação, cada centésimo conta.

É a quarta medalha do Brasil no Mundial de Esportes Aquáticos da Fina, a primeira na natação em piscina. Nas águas abertas, Ana Marcela Cunha levou o ouro nos 25km e dois bronzes, nos 5km e 10km.

O resultado brasileiro também significou a quebra do recorde sul-americano. Mais do que a medalha, a conquista do Brasil representa um novo começo para a nossa natação. Agora é treinar e voltar a disputar em alto nível com as principais potências do mundo. Talento a gente têm!

Nem só de Rio 2016 viveu o calendário esportivo desse ano! Ele foi cheio. É verdade que apenas as Olimpíadas do Rio já teriam sido suficientes para mobilizar a atenção dos aficionados por esporte por um ano inteiro. Mas, teve mais, muito mais!

Depois dos Jogos, o Brasil conquistou muitos resultados importantes e engatou a marcha forte rumo à Tokyo 2020. Veja dez marcas que o Time Brasil alcançou no segundo semestre:

1. Atletismo

Foto: Wander Roberto/Exemplus/COB
Foto: Wander Roberto/Exemplus/COB

Thiago Braz, que protagonizou um dos momentos mais legais dos Jogos Olímpicos Rio 2016, encerra o ano como o número 1 do Ranking Mundial de Atletismo no salto com vara. A marca obtida para a medalha de ouro (6,03m) deu a Thiago o recorde olímpico e o sexto melhor resultado de todos os tempos, o que resultou na liderança do ranking.

 

2. Futebol Feminino
Foto: Lucas Figueiredo/CBF

A medalha no Rio não veio, mas, a seleção feminina de futebol mostrou que não se deixou abater e começou bem o processo de reestruturação. Sob o comando de Emily Lima –primeira mulher a comandar a seleção na história–, a equipe foi hepta campeã do torneio de Manaus, que reuniu também as seleções da Itália (vice), Rússia e Costa Rica.

O título marcou, ainda, o adeus de Formiga, depois de 21 anos defendendo a seleção, com participação em seis Copas do Mundo e seis Jogos Olímpicos. A história recente do futebol feminino no Brasil passa pelos pés dela!

 

3. Natação
Foto: Giovana Moreira/CBDA

Etiene Medeiros desbancou ninguém mais, ninguém menos que a campeã olímpica Katinka Hosszu, da Hungria, para conquistar o bicampeonato dos 50m costa no Campeonato Mundial em Piscina Curta. A disputa aconteceu em Windsor, no Canadá. Outros dois excelentes resultados para a natação foram a prata no revezamento 4x50m medley misto e o bronze de Felipe Lima nos 50m peito.

 

4. Tênis
Foto: Divulgação/US Open

Foto: Divulgação/US Open

O mineiro Bruno Soares é o primeiro brasileiro a encerrar uma temporada integrando a dupla número 1 do mundo. Ao lado do britânico Jamie Murray, Soares foi campeão do Aberto dos Estados Unidos, em Nova York, depois de vencer espanhóis Pablo Carreño Busta e Guillermo Garcia-Lopez.

O título em Nova York é o quinto de Grand Slam na carreira de Bruno Soares, que já havia vencido as duplas mistas do US Open em 2012, com a russa Ekaterina Makarova, e 2014, com a indiana Sania Mirza. Ele também conquistou em 2016 os títulos do Aberto da Austrália nas duplas masculinas, com Jamie Murray, e nas mistas, com a russa Elena Vesnina.

 

5. Judô
Foto: Divulgação/IJF
Foto: Divulgação/IJF

A participação brasileira no Grand Slam de Abu Dhabi foi notável. Foram 13 medalhas: quatro pratas, oito bronzes e o ouro de Maria Suelen Altheman (+78Kg). Para chegar ao lugar mais alto do pódio, Maria Suelen venceu Kubra Kara, da Turquia, Maria Slutskaya, da Bielorrússia, e Carolin Weiss, da Alemanha, imobilizadapor 20 segundos, o que configura ippon.

 

6. Vôlei de Praia
Foto: Inovafoto/CBV

Bruno Schmidt fechou 2016 como o esportista do ano, eleito pela Federação Internacional de Voleibol (Five, em inglês). Campeão olímpico ao lado de Alisson, Bruno foi eleito, ainda, o melhor defensor e o jogador mais completo do Circuito Mundial de Vôlei de Praia.

Alison venceu o prêmio de melhor ataque da temporada. Também foram premiadas as brasileiras Duda (melhor novata), Larissa (melhor levantamento e melhor jogadora ofensiva), Guto (melhor novato) e Evandro (melhor saque).

 

7. Maratona Aquática
Foto: Alaor Filho/COB

Foto: Alaor Filho/COB

Bronze nos Jogos Olímpicos Rio 2016, Poliana Okimoto conquistou o vice-campeonato da Copa do Mundo de Maratonas Aquáticas. A prata veio com o terceiro lugar alcançado na última etapa da competição, em Hong Kong. A vencedora da etapa e da Copa do Mundo foi a italiana Rachele Bruni, medalha de prata nos Jogos Olímpicos Rio 2016, com 86 pontos. Poliana Okimoto terminou a competição com 74 pontos e a alemã Ângela Maurer ficou em terceiro com 61.

 

8. Tênis de Mesa
Foto: Saulo Cruz/Exemplus/COB
Foto: Saulo Cruz/Exemplus/COB

O tênis de mesa do Brasil tem uma dupla no top cinco mundial. Hugo Calderano e Gustavo Tsuboi conquistaram a quinta colocação do ranking mundial da Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF). No fim de novembro, Calderano e Tsuboi conquistaram a medalha de ouro na disputa de duplas do Aberto da Suécia – Etapa Major do Circuito Mundial (segundo mais importante), feito inédito para o tênis de mesa brasileiro.

 

9. Canoagem
Foto: Divulgação/COB
Foto: Divulgação/COB

A jovem Ana Sátila, de 20 anos, conseguiu um resultado inédito para a canoagem slalom do país na quarta etapa da Copa do Mundo da modalidade, disputada em Praga, República Tcheca. Com o tempo de 110s75, Ana conquistou a prata no K1, ficando atrás apenas da alemã Ricarda Funk, que completou a prova em 108s59. Além disso, o Brasil avançou às semifinais em todas as provas que participou na competição.

 

10. Pentatlo
Foto: Divulgação/COB
Foto: Divulgação/COB

Yane Marques conquistou duas medalhas no Campeonato Mundial Militar de Pentatlo Moderno, disputado em Warendorf, Alemanha. Yane levou o bronze na prova individual, que reuniu 34 competidoras de 13 países, e no evento por equipes, ao lado de Larissa Lellys e Priscila Oliveira.

O ciclo olímpico da natação brasileira já começou! De hoje até sábado (17), está sendo disputado o 45º Troféu Finkel de Natação, no Clube Internacional de Regatas, em Santos (SP). A competição conta com a participação dos 33 nadadores convocados para os Jogos Olímpicos Rio 2016. Entre os principais nomes estão Thiago Pereira, Etiene Medeiros, Bruno Fratus, Manuella Lyrio, Felipe França, Leo de Deus e Joanna Maranhão.

O Troféu Finkel reúne 42 equipes e cerca de 350 nadadores. É, ainda, a única seletiva para o Mundial de Piscina Curta, em dezembro, no Canadá. O Minas Tênis Clube é o campeão absoluto das últimas cinco edições do troféu e totaliza 11 conquistas, uma a menos que Flamengo e Pinheiros.

Não tem desculpa para não acompanhar: a 45ª edição do José Finkel está sendo transmitida ao vivo, via site da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos! Também é possível acompanhar os resultados e recordes por aqui.