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Mundial de Esportes Aquáticos 2017

A natação feminina do Brasil pode comemorar! Etiene Medeiros vai trazer para casa o primeiro ouro do país em um mundial de piscina longa conquistado por uma mulher. Favorita nos 50m costas, Etiene fez o melhor tempo nas semifinais (27s18) e chegou a flertar com o recorde mundial (27s06). Na final, voltou a fazer a melhor marca da carreira e, com 27s14, bateu em primeiro lugar, apenas um centésimo à frete da chinesa Yuanhui Fu (27s15). O bronze ficou com a bielorrussa Aliaksandra Herasimenia (27s23).

O resultado de Etiene também representa a quebra do recorde sul-americano. A nadadora chegou ao Mundial de Esportes Aquáticos em sexto lugar no ranking mundial, com a marca conquistada no Troféu Maria Lenk, em maio, quando nadou doente e ficou abaixo do que poderia render. Mesmo assim, não decepcionou e foi buscar um resultado que corresponde, de fato, ao potencial dela como atleta.

Etiene Medeiros já havia ganhado seis medalhas em mundiais: prata em piscina longa em Kazan (Rússia), em 2015, nos 50m costas; um ouro e uma prata –50m costas e 4×50 medley misto– nas piscinas curtas de Windsor 2016; e dois ouros e um bronze –50m costas, 4×50 medley misto e 4×50 livre misto, respectivamente– nas piscinas curtas de Doha (Catar) em 2014.

Brasil no Mundial da Fina

O ouro de Etiene foi o segundo do Brasil no Mundial de Esportes Aquáticos da Fina, disputado em Budapeste (Hungria). O outro foi conquistado pela tricampeã mundial Ana Marcela Cunha, primeira colocada na prova de 25km da maratona aquática e bronze nas maratonas de 5km e 10km.

O Brasil também subiu ao pódio do mundial no histórico revezamento 4x100m livre, considerada a principal prova da natação, com a prata de Gabriel Santos, Marcelo Chierighini, Cesar Cielo e Buno Fratus. Nicholas Santos levou a prata nos 50m borboleta e João Gomes Junior bateu em segundo lugar, com direito a recorde das Américas, na prova dos 50m peito.

Estamos de volta ao lugar de onde nunca deveríamos ter saído: o pódio mundial do revezamento 4×100 na natação, principal prova da modalidade. Neste domingo (23), o Brasil conquistou a medalha de prata na disputa masculina do Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos, que está sendo disputado em Budapeste, na Hungria.

Foram 17 anos de espera e vários “quases” até que Cesar Cielo (que bom voltar a escrever sobre esse nome!), Bruno Fratus, Gabriel Santos e Marcelo Chierighini fizeram história e conquistaram a prata mais dourada da natação brasileira. O time dos Estados Unidos era franco favorito e ficou com o ouro, mas a prova foi extremamente disputada. Não por acaso, a diferença entre brasileiros e americanos foi de apenas 0s28. Veja os tempos:

🥇USA 🇺🇸 – 3:10.06

🥈Brasil 🇧🇷 – 3:10.34

🥉Hungria 🇭🇺 – 3:11.99

O tempo conquistado pelo Brasil no Campeonato Mundial nos daria a prata também na Rio 2016…. mas a página já está virada e para um recomeço que não poderia ter sido melhor. Especialmente para o campeão olímpico (Londres-2012) Cielo, que voltou a treinar somente em fevereiro deste ano, depois de um tempo difícil, que o deixou fora dos Jogos em casa. César, inclusive, nem treinou para o revezamento 4×100. Está focado na prova dele, os 50m livre.

Em entrevista ao canal SporTV, Bruno Fratus disse que a medalha tem significado muito especial para ele. Foi em 2000, vendo Fernando Scherer, Gustavo Borges, Carlos Jayme e Edvaldo Valério ganharem o bronze olímpico em Sydney, última conquista mundial do Brasil no revezamento 4×100, que Fratus teve a certeza que queria ser nadador.

Para se ter uma ideia de quanto a natação se tornou mais competitiva desde então, o tempo do bronze brasileiro em 2000 foi de 3m17s40, quase seis segundos a mais que o registrado em Budapeste para a terceira colocação. E, na natação, cada centésimo conta.

É a quarta medalha do Brasil no Mundial de Esportes Aquáticos da Fina, a primeira na natação em piscina. Nas águas abertas, Ana Marcela Cunha levou o ouro nos 25km e dois bronzes, nos 5km e 10km.

O resultado brasileiro também significou a quebra do recorde sul-americano. Mais do que a medalha, a conquista do Brasil representa um novo começo para a nossa natação. Agora é treinar e voltar a disputar em alto nível com as principais potências do mundo. Talento a gente têm!