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Mulher

Katie Ledecky, Katinka Hosszu, Rafaela Silva, Simone Biles, Marta (sim, Marta!) e tantos outros nomes marcaram esta Olimpíada. O Rio 2016 foi, definitivamente, os Jogos das mulheres! Este poderia ser um texto para falar sobre empoderamento feminino no esporte, representatividade, desigualdade salarial, de premiação e afins. Mas, não é. É uma reflexão sobre estratégia.

Historicamente, o esporte é incentivado no ambiente masculino, como forma de virilidade e demonstração de masculinidade. Isso (e tantas outras questões intrínsecas ao machismo arraigado no mundo, que a gente já conhece) fizeram com que o esporte feminino fosse pouco incentivado ao longo do tempo.

As coisas têm mudado (enfim!). A Rio 2016 bateu recorde de participação feminina, com 4,7 mil esportistas, o que representa 45% do total de atletas. Mas, não é só porque o mundo percebeu a importância de a mulher conquistar espaço no esporte, como tem acontecido em tantos outros contextos.

A inclusão, o treinamento e formação de mulheres no esporte de alto rendimento se tornou um mecanismo de melhorar ainda mais o resultado das grandes potências no quadro de medalhas. A conta é simples: investir no alto rendimento de mulheres é praticamente dobrar as chances de medalhar!

Não por acaso, as maiores potências olímpicas tem números de homens e mulheres equilibrados na delegação que veio ao RJ. Os EUA contaram com 52,6% de mulheres e a China com 61,5%, por exemplo. Na outra ponta, os países que restringem a prática esportiva de mulheres –como os de religião muçulmana– estão longe de estarem no pelotão principal das grandes potências.

Claro, o investimento nas mulheres não é o único segredo dos gigantes no esporte. É preciso considerar a institucionalização da prática esportiva, o incentivo à base, os altos investimentos e outros N fatores. Mas, certamente, faz parte do escopo de ideias que fazem um país se destacar no esporte.

Infográfico produzido pela ESPN sobre a introdução das mulheres nas Olimpíadas
Infográfico produzido pela ESPN sobre a introdução das mulheres nas Olimpíadas

Outros dados sobre as mulheres nas Olimpíadas:

– A primeira vez que as mulheres participaram de uma Olimpíada foi em Paris-1900, quando 22 atletas fizeram parte de um total de 977 competidores;

– Somente em Londres 2012 todos os países tiveram representantes femininos, quando uma atleta da Arábia Saudita foi autorizada pelo país a participar;

– No Time Brasil, 209 dos 465 atletas são mulheres (45%).