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Futebol feminino

Nem só de Rio 2016 viveu o calendário esportivo desse ano! Ele foi cheio. É verdade que apenas as Olimpíadas do Rio já teriam sido suficientes para mobilizar a atenção dos aficionados por esporte por um ano inteiro. Mas, teve mais, muito mais!

Depois dos Jogos, o Brasil conquistou muitos resultados importantes e engatou a marcha forte rumo à Tokyo 2020. Veja dez marcas que o Time Brasil alcançou no segundo semestre:

1. Atletismo

Foto: Wander Roberto/Exemplus/COB
Foto: Wander Roberto/Exemplus/COB

Thiago Braz, que protagonizou um dos momentos mais legais dos Jogos Olímpicos Rio 2016, encerra o ano como o número 1 do Ranking Mundial de Atletismo no salto com vara. A marca obtida para a medalha de ouro (6,03m) deu a Thiago o recorde olímpico e o sexto melhor resultado de todos os tempos, o que resultou na liderança do ranking.

 

2. Futebol Feminino
Foto: Lucas Figueiredo/CBF

A medalha no Rio não veio, mas, a seleção feminina de futebol mostrou que não se deixou abater e começou bem o processo de reestruturação. Sob o comando de Emily Lima –primeira mulher a comandar a seleção na história–, a equipe foi hepta campeã do torneio de Manaus, que reuniu também as seleções da Itália (vice), Rússia e Costa Rica.

O título marcou, ainda, o adeus de Formiga, depois de 21 anos defendendo a seleção, com participação em seis Copas do Mundo e seis Jogos Olímpicos. A história recente do futebol feminino no Brasil passa pelos pés dela!

 

3. Natação
Foto: Giovana Moreira/CBDA

Etiene Medeiros desbancou ninguém mais, ninguém menos que a campeã olímpica Katinka Hosszu, da Hungria, para conquistar o bicampeonato dos 50m costa no Campeonato Mundial em Piscina Curta. A disputa aconteceu em Windsor, no Canadá. Outros dois excelentes resultados para a natação foram a prata no revezamento 4x50m medley misto e o bronze de Felipe Lima nos 50m peito.

 

4. Tênis
Foto: Divulgação/US Open

Foto: Divulgação/US Open

O mineiro Bruno Soares é o primeiro brasileiro a encerrar uma temporada integrando a dupla número 1 do mundo. Ao lado do britânico Jamie Murray, Soares foi campeão do Aberto dos Estados Unidos, em Nova York, depois de vencer espanhóis Pablo Carreño Busta e Guillermo Garcia-Lopez.

O título em Nova York é o quinto de Grand Slam na carreira de Bruno Soares, que já havia vencido as duplas mistas do US Open em 2012, com a russa Ekaterina Makarova, e 2014, com a indiana Sania Mirza. Ele também conquistou em 2016 os títulos do Aberto da Austrália nas duplas masculinas, com Jamie Murray, e nas mistas, com a russa Elena Vesnina.

 

5. Judô
Foto: Divulgação/IJF
Foto: Divulgação/IJF

A participação brasileira no Grand Slam de Abu Dhabi foi notável. Foram 13 medalhas: quatro pratas, oito bronzes e o ouro de Maria Suelen Altheman (+78Kg). Para chegar ao lugar mais alto do pódio, Maria Suelen venceu Kubra Kara, da Turquia, Maria Slutskaya, da Bielorrússia, e Carolin Weiss, da Alemanha, imobilizadapor 20 segundos, o que configura ippon.

 

6. Vôlei de Praia
Foto: Inovafoto/CBV

Bruno Schmidt fechou 2016 como o esportista do ano, eleito pela Federação Internacional de Voleibol (Five, em inglês). Campeão olímpico ao lado de Alisson, Bruno foi eleito, ainda, o melhor defensor e o jogador mais completo do Circuito Mundial de Vôlei de Praia.

Alison venceu o prêmio de melhor ataque da temporada. Também foram premiadas as brasileiras Duda (melhor novata), Larissa (melhor levantamento e melhor jogadora ofensiva), Guto (melhor novato) e Evandro (melhor saque).

 

7. Maratona Aquática
Foto: Alaor Filho/COB

Foto: Alaor Filho/COB

Bronze nos Jogos Olímpicos Rio 2016, Poliana Okimoto conquistou o vice-campeonato da Copa do Mundo de Maratonas Aquáticas. A prata veio com o terceiro lugar alcançado na última etapa da competição, em Hong Kong. A vencedora da etapa e da Copa do Mundo foi a italiana Rachele Bruni, medalha de prata nos Jogos Olímpicos Rio 2016, com 86 pontos. Poliana Okimoto terminou a competição com 74 pontos e a alemã Ângela Maurer ficou em terceiro com 61.

 

8. Tênis de Mesa
Foto: Saulo Cruz/Exemplus/COB
Foto: Saulo Cruz/Exemplus/COB

O tênis de mesa do Brasil tem uma dupla no top cinco mundial. Hugo Calderano e Gustavo Tsuboi conquistaram a quinta colocação do ranking mundial da Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF). No fim de novembro, Calderano e Tsuboi conquistaram a medalha de ouro na disputa de duplas do Aberto da Suécia – Etapa Major do Circuito Mundial (segundo mais importante), feito inédito para o tênis de mesa brasileiro.

 

9. Canoagem
Foto: Divulgação/COB
Foto: Divulgação/COB

A jovem Ana Sátila, de 20 anos, conseguiu um resultado inédito para a canoagem slalom do país na quarta etapa da Copa do Mundo da modalidade, disputada em Praga, República Tcheca. Com o tempo de 110s75, Ana conquistou a prata no K1, ficando atrás apenas da alemã Ricarda Funk, que completou a prova em 108s59. Além disso, o Brasil avançou às semifinais em todas as provas que participou na competição.

 

10. Pentatlo
Foto: Divulgação/COB
Foto: Divulgação/COB

Yane Marques conquistou duas medalhas no Campeonato Mundial Militar de Pentatlo Moderno, disputado em Warendorf, Alemanha. Yane levou o bronze na prova individual, que reuniu 34 competidoras de 13 países, e no evento por equipes, ao lado de Larissa Lellys e Priscila Oliveira.

Começa um novo ciclo para a Seleção Brasileira Feminina de Futebol. Emily Lima, primeira mulher a comandar a equipe na história, estreia contra a Costa Rica, pelo Torneio Internacional de Manaus 2016, nesta quarta-feira (07). O jogo será na Arena da Amazônia, 22h15. Olhares atentos para a nova formação tática da Seleção e para a maneira como o processo de transição pós-Rio 2016 vai ser conduzido.

Mas, há quem está atento mesmo ao fato de como uma mulher vai se portar no cargo mais alto da comissão técnica em um país como o Brasil, ainda tão machista e com um mercado da bola absolutamente hostil à participação feminina. Seja na imprensa esportiva, com a bola nos pés ou em cargos de gestão, a mulher ainda é vista por muitos como corpo estranho nesse universo.

Duvida? Balela? Veja a reportagem divulgada hoje pelo Portal UOL, que traz dados e relatos muito interessantes para mostrar como falta respeito e sombra preconceito na rotina de mulheres que trabalham com esporte. O momento –marcado pela estreia de Emily Lima na Seleção– não poderia ser mais oportuno.

Bem, esta é uma discussão muito mais longa e que terá a devida atenção em outro momento, já que o assunto é delicado e requer tempo e argumentação. Vamos ao jogo!

Brasil x Costa Rica

Tudo indica que Emily vai manter, pelo menos à princípio, a base da Seleção Brasileira construída por seu antecessor, o técnico Vadão. Até porque, não há como tirar o tom ofensivo do time, regido pelo talento de Marta e Cristiane. As duas atletas não estarão no Torneio Internacional, porque a competição não consta como Data Fifa e, por isso, os clubes internacionais não são obrigados a liberar as jogadoras. Mesmo assim, é o início de um novo conceito de jogo, que já está em construção e precisa ser testado.

Além de manter o brilho ofensivo do time, a ideia é ter uma defesa mais consistente. O torneio será um bom teste. Além da Costa Rica, o Brasil enfrenta as seleções da Rússia (11/12) e da Itália (14/12). As duas seleções melhores colocadas no quadrangular serão as finalistas, enquanto as outras duas disputarão o terceiro lugar. Todos os jogos serão realizados na Arena da Amazônia.

O Torneio Internacional é realizado desde 2009 e o Brasil é hexacampeão. Só ficou sem o título em 2010, quando o Canadá sagrou-se campeão.


ATUALIZAÇÃO: A Seleção goleou a Costa Rica por 6 a 0. Os gols do Brasil foram marcados por Andressinha, Tamires, Gabi Zanotti (2) e Beatriz (2). Com o resultado, a seleção brasileira lidera a competição com três pontos ganhos e seis gols de saldo. A Itália, que venceu a Rússia por 3 a 0, ocupa a segunda colocação. O Brasil volta a campo no domingo, quando enfrenta a Rússia, às 8h45 (de Brasília), na Arena da Amazônia.

A bola volta a rolar hoje (21) para as quartas de final da Copa do Brasil de futebol feminino. Ao contrário do que se viu nas duas primeiras fases –que tiveram goleadas homéricas de até 21 a 0, no placar agregado–, a expectativa é de jogos mais equilibrados. Tudo bem que futebol não é ciência exata e em campo tudo pode acontecer, mas, o nível técnico foi afunilado e devemos ter partidas mais disputadas.

Veja os confrontos:

Fonte: Site da CBF
Fonte: Site da CBF

O Flamengo-RJ, atual campeão brasileiro, não deve ter vida fácil contra o Audax-SP, que eliminou o Santos-SP na segunda fase com um placar agregado de 5 a 2. São José-SP –campeão mundial em 2014– e JV Lideral-MA também formam um confronto interessante. Ambos aplicaram grandes goleadas em seus adversários para chegar às quartas de final (13 a 0 Atlético-AC e 9 x 0 Caucaia-CE, respectivamente, no placar agregado).

O clube campeão da Copa do Brasil de futebol feminino garante vaga na Libertadores de 2017. A tabela completa do torneio pode ser acessada aqui. Infelizmente, é o único meio de acompanhar os resultados oficiais, já que nenhuma emissora se interessou em transmitir o torneio, apesar de SporTV, TV Brasil e EnterPlay possuírem os direitos.

No primeiro compromisso depois dos Jogos Olímpicos Rio 2016, a Seleção Brasileira Feminina de Futebol volta a campo nesta sexta-feira. As meninas do Brasil enfrentam a França, uma das adversárias históricas da seleção, em amistoso no Stade des Alpes, em Grenoble (FR), às 16h (Horário de Brasília). O time vai forte: tem Marta, Formiga, Bárbara, Andressa Alves, Debinha e cia.

O mais legal é que não dá para reclamar que não tem onde assistir. A CBF, em parceria com o Facebook, vai transmitir a partida na fanpage oficial da Confederação. É a primeira vez que uma partida da seleção feminina é transmitida online. Tomara que seja a primeira de muitas!

Brasil e França no futebol feminino é sempre sinônimo de jogo competitivo. Os amistosos internacionais entre as duas seleções têm se tornado tradição, seja para preparação de campeonatos mundiais ou Jogos Olímpicos. Apesar disso, as duas equipes se enfrentaram apenas uma vez em competições oficiais. Foi em 2003, no Mundial, quando o jogo terminou 1 a 1.

Toda vibração positiva para as meninas do Brasil no início desse novo ciclo!

Confira a lista completa das jogadoras convocadas pelo técnico Vadão:

Goleiras: Bárbara e Aline.

Zagueiras: Mônica, Rafaelle, Bruna e Érika.

Laterais: Tamires, Poliana, Camila e Rilany.

Volantes: Thaisa, Formiga e Andressinha.

Meias-atacantes e atacantes: Marta, Maurine, Juliete, Andressa Alves, Beatriz Zaneratto, Debinha e Raquel.

Mais sobre futebol feminino: Quem se importa?

Quarta-feira, 24 de agosto de 2016. Exatos 44.266 torcedores compareceram aos quatro jogos da rodada inicial das oitavas de final da Copa do Brasil Masculina de Futebol. E olha que a média de público foi bastante baixa. Fora os milhares que acompanharam atentos pela televisão. No mesmo dia, 13 jogos marcavam o primeiro dia da 10ª edição da Copa do Brasil Feminina de Futebol, segunda competição mais importante e a mais antiga do calendário nacional. Mas, quem se importa?

Não se passou nem uma semana do fim dos Jogos Rio 2016, quando a modalidade arrastou multidões aos estádios e atraiu os holofotes da imprensa, e o futebol feminino já está novamente jogado às traças. Nenhuma emissora se interessou por transmitir a Copa do Brasil, apesar de SporTV, TV Brasil e EnterPlay possuírem os direitos. Consequentemente, ninguém vai assistir.

O torneio é um dos poucos berços existentes para o nascimento de jogadoras. Na competição, já brilharam nomes como Cristiane, Maurine, Érika, Debinha, Andressinha, Bárbara, a guerreira formiga e a rainha Marta, todas jogadoras de seleção. A base do futebol feminino brasileiro precisa de visibilidade, que atrai olhares e, consequentemente, investimentos.

Nesta edição, a competição conta com 32 equipes, entre elas, o São José, campeão mundial em 2014, o Flamengo, atual vencedor do Campeonato Brasileiro Feminino, e a Ferroviária, campeã da Libertadores do ano passado. A ausência mais sentida é do Kindermann, que conquistou o título da Copa do Brasil em 2015, mas teve o time dizimado depois do trágico assassinato do técnico, em dezembro.

A Copa do Brasil Feminina é dividida em cinco fases, no sistema de mata-mata. O clube campeão garante vaga na competição continental de 2017. A tabela completa do torneio pode ser acessada aqui. Mas, quem se importa? O ‘país do futebol’ deveria se importar!