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Daniel Dias

Os melhores atletas paralímpicos da atualidade na natação, no atletismo e no halterofilismo vão ter as habilidades testadas na primeira fase nacional do Circuito Loterias Caixa, que começa nesta sexta-feira (02) e vai até domingo (04). A competição terá um aditivo motivacional, a proximidade dos Mundiais das três modalidades, no segundo semestre. Ao todo, são 654 atletas brigando por medalhas no Circuito.

Atletismo

O Circuito Loterias Caixa é a última oportunidade para garantir uma vaga na delegação que vai representar o país no Mundial da Modalidade, em Londres, de 14 a 23 de julho. Atletas como Yohansson Nascimento e Alan Fonteles ainda precisam melhorar as marcas para carimbar o passaporte para a Inglaterra.

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) pretende levar 25 atletas e estabeleceu índices fortes, para que todos cheguem em Londres com chances de medalha. Treze já conseguiram a vaga e outros dez fizeram índice B nas fases classificatórias anteriores e estão próximos de integrar o time brasileiro para o Mundial.

Natação

(Foto: Buda Mendes / CPB)
(Foto: Buda Mendes / CPB)

As atenções estão voltadas, como sempre, para Daniel Dias (foto). O maior medalhista brasileiro em Jogos Paralímpicos, com 24 medalhas, disputa quatro provas na classe S5 e é franco favorito em todas elas. O Circuito integra a preparação do atleta para o Mundial de Natação, marcado para setembro, na Cidade do México. Mas, Daniel vai poder nadar tranquilo, pois já garantiu o índice para a competição.

No Circuito, Daniel vai seguir o que planejou logo após os Jogos do Rio 2016, quando decidiu focar nos estilos livre e costas, diminuindo, assim, a maratona de provas que costuma encarar nas competições.

As provas do Circuito também vão dar a Daniel o ritmo para enfrentar a etapa de Indianápolis (EUA) da World Series do Comitê Paralímpico Internacional, quando ele vai enfrentar o principal rival, o norte-americano Roy Perkins.

Halterofilismo

Os halterofilistas buscam, no Circuito Loterias Caixa, chamar a atenção do CPB. É que ainda há espaço na delegação brasileira para o Mundial da modalidade –marcado para setembro, também na Cidade do México. As vagas vão ser preenchidas de acordo com critérios da Confederação, que levam em conta o potencial de evolução de cada competidor. Os últimos convocados vão se juntar a outros nove brasileiros já garantidos no Mundial.

O Circuito

O Circuito Loterias Caixa é organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro. É o mais importante evento paralímpico nacional de atletismo e natação. Composto por quatro fases regionais e três nacionais, tem como objetivo desenvolver as práticas desportivas em todos os municípios e estados brasileiros, além de melhorar o nível técnico das modalidades e dar oportunidades para atletas de elite e novos valores do esporte paralímpico do país.

Difícil escolher entre Daniel Dias, Shirlene Coelho, Petrúcio Ferreira, Jefinho (foto) e tantos outros paratletas brasileiros que ajudaram a escrever a história do país nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Na verdade, todos já são dignos de medalha pelo que representam para o esporte nacional. Mas, como em toda competição, só há um vencedor.

O Comitê Paralímpico Brasileiro divulgou a lista com os vencedores do prêmio de melhor atleta de 2016 em cada uma das 22 modalidades que integraram o programa dos Jogos Paralímpicos. Seis deles, três homens e três mulheres, foram indicados ao Prêmio Paralímpicos 2016, cujos vencedores de cada gênero serão escolhidos por voto popular.

Daniel Dias se emociona com um dos quatros ouros que ganhou no Rio 2016 | ©Cleber Mendes/MPIX/CPB
Daniel Dias se emociona com um dos quatros ouros que ganhou no Rio 2016 | ©Cleber Mendes/MPIX/CPB

É um time de respeito: Daniel Dias (natação), Petrúcio Ferreira (atletismo), Jeferson Gonçalves (futebol de 5); Silvânia Costa (salto em distância), Shirlene Coelho (lançamento de dardo) e Evani Calado (bocha).

Os nomes foram escolhidos pela diretoria do CPB, a chefia técnica e as confederações esportivas. Os vencedores serão homenageados na cerimônia do Prêmio Paralímpicos 2016, marcada para 7 de dezembro, no Rio de Janeiro. Também serão premiados os melhores técnicos de esporte individual e coletivo, o atleta revelação e a personalidade que mais contribuiu para o desenvolvimento do esporte paralímpico em 2016, por meio do troféu Aldo Miccolis.

Há mesmo muito o que comemorar em 2016! O ano foi de recordes para o esporte paralímpico brasileiro. O país levou a maior delegação a uma Paralimpíada e celebrou em casa a conquista de 72 medalhas em treze modalidades, sete a mais que em Londres-2012. Foram batidos cinco recordes mundiais, 10 paralímpicos, 35 das Américas e 93 marcas pessoas pelos atletas brasileiros.

Os indicados

Daniel Dias é um dos atletas mais queridos e conhecidos pelo público. Nadador paralímpico com mais conquistas em Jogos Paralímpicos, subiu ao pódio em todas as nove provas que disputou no Rio 2016.

Jeferson Gonçalves, o Jefinho, é um dos craques da Seleção Brasileira de futebol de 5, que conquistou o quarto ouro consecutivo no Rio 2016. Jefinho, como é conhecido, foi o artilheiro da equipe na competição.

Petrúcio Ferreira é um dos jovens talentos da Seleção de Atletismo. Em menos de dois anos de carreira, sagrou-se campeão paralímpico nos 100m no Rio de Janeiro e virou dono dos recordes mundiais dos 100m e dos 200m em sua classe, T47.

Foto: Alaor Filho/MPIX/CPB
Shirlene Coelho em ação no lançamento de dardo | Foto: Alaor Filho/MPIX/CPB

Shirlene Coelho manteve a soberania no lançamento de dardo, ao alcançar o bicampeonato paralímpico na prova. Ela ainda levou uma prata no lançamento de disco.

Silvânia Costa é a atual recordista mundial e campeã mundial e paralímpica no salto em distância classe T11. No Rio 2016, a atleta do Mato Grosso do Sul fez sua estreia em Jogos Paralímpicos da melhor maneira possível, conquistando o ouro na prova em que é especialista.

Evani Calado entrou para a história da bocha brasileira, ao subir ao lugar mais alto do pódio ao lado de Antônio Leme e Evelyn Vieira na disputa por equipes BC3 no Rio.

A lista completa dos atletas vencedores em todas as 22 modalidades pode ser conferida no site do CPB.

[Já adianto: não contém spoilers e vale muito assistir!]

No universo paralímpico, se superar não é uma opção ou gesto de heroísmo, é somente o ponto de partida”. É pautado nesta afirmação que o documentário Paratodos, que tem direção de Marcelo Mesquita e está disponível no Netflix, mergulha no cotidiano de alguns dos principais atletas paralímpicos brasileiros. A ideia é investigar os bastidores do esporte de alta performance e discutir a inclusão social da pessoa com deficiência.

O documentário foi filmado durante quatro anos, com gravação em seis países, para retratar a rotina e os conflitos de oito atletas paralímpicos brasileiros: Alan Fonteles, Terezinha Guilhermina e Yohansson do Nascimento, do Atletismo; Ricardinho, da Seleção Brasileira de Futebol de 5; os canoístas Fernando Fernandes e Fernando Cowboy; e os nadadores Daniel Dias e Susana Schnamdorf.

Veja o trailler:

Paratodos extrapolou o universo do cinema e se transformou em uma iniciativa social. Ao mesmo tempo em que foi pensado para as telonas, por onde já passou há um tempo, foi, também articulado para a exibição em escolas públicas de todo o país. O objetivo é ampliar a visibilidade dos atletas paralímpicos brasileiros e estimular o diálogo sobre inclusão e acessibilidade da pessoa com deficiência em ambientes de formação. Para saber mais sobre o projeto clique aqui.

Para quem tiver acesso ao fantástico mundo do Netflix, clique aqui para assistir!

Foi dada a largada para as Paralimpíadas, o evento esportivo mais inspirador do mundo. Atletas de 170 países competem em 23 modalidades, na maior edição dos Jogos da história.


Prepare-se para 16 momentos imperdíveis dos Jogos Paralímpicos do Rio:

Natação

Talvez nenhum atleta paralímpico brasileiro é mais iluminado que Daniel Dias. O nadador é dez vezes campeão e espera aumentar a coleção de ouros no Rio, onde compete em diversas provas, como 100m peito, 50m borboleta e 50m livre, na classe S5.

André Brasil, nadador da classe S10, é outro atleta que promete aumentar a coleção de medalhas. Ele já tem três ouros e duas pratas.

Basquete em cadeira de rodas

Austrália e Canadá dominam a modalidade e já se encontram logo na fase de grupos. O Canadá foi ouro em Atenas 2004 e em Londres 2012, vencendo a Austrália, que levou a melhor sobre os canadenses em Pequim 2008.

Atletismo

O brasileiro Alan Fonteles calou a plateia em Londres 2012 ao vencer o favorito Oscar Pistorius na prova de 100m, classe T43 (para amputados). No Rio, Fonteles defende o bicampeonato. Terezinha Guilhermina é outra que promete fazer história.

Terezinha Guilhermina é outra brasileira que promete fazer história nas pistas de corrida. Com a chancela de quem já foi guiada por ninguém menos que Usain Bolt, ela é uma das atletas mais vibrantes do mundo e só precisa tomar cuidado com a chinesa Cuiqing Lu.

Esgrima em cadeira de rodas

Quando o brasileiro Jovane Silva Guissone, ouro em Londres 2012, sacar sua espada, a expectativa é de mais um triunfo, agora em casa.

Vôlei Sentado

O maior clássico da modalidade acontece quando Irã e Bósnia-Herzegovina se enfrentam. Os dois países fazem a final do esporte desde Sydney 2000. No Rio, não deve ser diferente. O Brasil, no grupo A, é dono das medalhas de ouro dos Jogos Parapanamericanos de 2011 e 2015.

Futebol de 5

Favoritismo é o que não falta ao Brasil. O país ganhou ouro em todas as edições paralímpicas do Futebol de 5 e nunca perdeu, sequer, uma partida! No Rio, Brasil, Marrocos, Irã e Turquia competem no Grupo A; no grupo B estão Argentina, México, China e Rússia.

Tênis de mesa

Uma das pouquíssimas atletas que competem tantos nos Jogos Olímpicos como nos Paralímpicos é a polonesa Natalia Partyka. Para sacar, a atleta, que nasceu sem a mão e o antebraço direitos, apoia a bolinha no braço e usa a raquete com a mão esquerda. Três vezes campeã Paralímpica, ela não perde uma partida desde 2008.

Goalball

Em um dos esportes mais fascinantes dos Jogos, o favorito Brasil promete acertar as contas com a Finlândia e vingar a derrota por 8 a 1 na disputa pelo ouro em Londres. O Brasil ganhou de 9 a 1 dos finlandeses no campeonato mundial de 2014.

Ciclismo

A ciclista Sarah Storey é a maior vencedora Paralímpica da Grã Bretanha e também já competiu na natação, modalidade que rendeu a ela cinco ouros, oito pratas e três bronzes. No ciclismo, Sarah deve fazer valer o favoritismo e conquistar o sétimo ouro.

Judô

O judoca brasileiro Antônio Tenório é o primeiro a ganhar quatro ouros Paralímpicos consecutivos e está preparado para partir rumo à quinta conquista, desta vez em casa.

Halterofilismo

O Rio de Janeiro pode ser o palco de uma quebra de recorde histórica. O iraniano Siamand Rahman, considerado o atleta Paralímpico mais forte do mundo, espera bater a marca de 300kg e garantir o ouro na categoria acima dos 100kg. O atleta quebrou o próprio recorde este ano, na Copa do Mundo de Dubai, com 296kg – e espera manter o título de campeão conquistado em Londres 2012.

Tiro com Arco

A primeira iraniana a conquistar uma medalha em Jogos Olímpicos e Paralímpicos vai estar no Rio, competindo no Tiro com Arco. Zahra Nemati vai defender o título nesta edição. Ela, porém, já medalha de ouro em inspirar outras mulheres.

Tiro Esportivo

São 17 medalhas de ouro desde que Jonas Jacobsson começou a competir nos Jogos Paralímpicos, em 1980, quando tinha penas 15 anos. Esta deve ser a última participação dele em Paralimpíadas e provavelmente vai terminar em vitória.