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Bocha

Se você ainda não se recuperou da depressão pós-Olimpíadas é hora de se animar: os Jogos Paralímpicos Rio 2016 começam esta semana! Mais de quatro mil atletas estão a postos para dar início a uma competição que promete quebra de recordes, superação de limites e muitas alegrias para os brasileiros.

As primeiras Paralimpíadas organizadas foram disputadas em Roma, Itália, no ano de 1960, e contou com 400 atletas de 23 países. O Brasil estreou nos Jogos somente em 1972, na Alemanha. A delegação brasileira tinha 20 atletas, que competiram no tiro com arco, no atletismo, na natação e no basquete em cadeira de rodas.

Você sabe o básico para acompanhar o evento e comentar com os amigos sem passar vergonha? Aqui vão sete curiosidades que você precisa saber para ficar inteirado sobre o assunto.

1. Reinado Paralímpico

Trischa Zorn quebrou oito recordes mundiais ao longo da carreira. Foto: Getty Images
Trischa Zorn quebrou oito recordes mundiais ao longo da carreira. Foto: Getty Images

O trono das Paralimpíadas tem dono e a rainha é a americana Trischa Zorn, que possui nada mais nada menos que 46 medalhas, sendo 32 ouros, na natação. Nos primeiros Jogos que participou, em 1980, Zorn ganhou TODOS os ouros que disputou. Hoje, aos 52 anos, ela é professora da Universidade de Nebraska, nos EUA, onde estudou.

2. Símbolo paralímpico

Escultura do símbolo paralímpico inaugurada recentemente na praia de Copacabana. Foto: Agência Brasil
Escultura do símbolo paralímpico inaugurada recentemente na praia de Copacabana. Foto: Agência Brasil

Apesar de serem realizados na mesma sede e em datas próximas, os Jogos Olímpicos e Paralímpicos são competições diferentes e, assim, possuem lemas e símbolos distintos. O que representa as Paralimpíadas não são os anéis olímpicos, mas, sim, o Agito, símbolo que significa “eu movo” em Latim e possui três meio círculos, um verde, um vermelho e outro azul. O lema dos Jogos, usado desde Atenas 2004, é Spirit in Motion (Espírito em Movimento).

3. Visão de atleta

Os goleiros Vinícius e Luan, da seleção brasileira de futebol de 5, com o técnico Fábio ao centro. Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CPB
Os goleiros Vinícius e Luan, da seleção brasileira de futebol de 5, com o técnico Fábio ao centro. Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CPB

Os únicos atletas sem deficiências que participam das Paralímpicas são os guias de corredores cegos, no Atletismo, e os goleiros de Futebol de 5, esporte que tem jogadores de linha com deficiência visual, mas o arqueiro possui visão normal. Mesmo assim, não se enganem, frangos podem acontecer!

4. Lá e cá

A iraniana Zahra Nemati competindo no Rio. Foto: Rio 2016/REPRODUÇÃO
A iraniana Zahra Nemati competindo no Rio. Foto: Rio 2016/REPRODUÇÃO

Somente três atletas terão o privilégio de competir tantos nos Jogos Olímpicos quanto nos Paralímpicos Rio 2016. Duas são do tênis de mesa, a polonesa Natalia Partyka, que nasceu sem a mão e parte do antebraço direitos, e a australiana Melissa Tapper, que tem uma paralisia nos nervos superiores dos braços. A outra atleta é a cadeirante iraniana Zahra Nemati, do tiro com arco. Todas tem muita história para contar!

Natalia é tricampeã paralímpica e foi a atleta mais jovem a disputar uma Olimpíada, em Sidney 2000, quando tinha apenas 11 anos. Tapper conquistou o quarto lugar em Londres 2012, competiu por equipes e individual nas Olimpíadas do Rio e agora vai em busca de sua primeira medalha paralímpica. Já Zahra é a primeira mulher iraniana a conquistar um ouro tanto nos Jogos Olímpicos quanto Paralímpicos. Em Londres 2012 ela foi campeã na prova W1/W2 de tiro e bronze por equipes.

5. Bomba

Fraude dos atletas espanhóis é considerada um dos maiores escândalos da história do esporte. Foto: Youtube/Reprodução
Fraude dos atletas espanhóis é considerada um dos maiores escândalos da história do esporte. Foto: Youtube/Reprodução

A maior polêmica da história das Paralimpíadas aconteceu em Sidney 2000. A seleção espanhola de basquete montou um time com pelo menos 10 atletas que fingiram ser deficientes intelectuais, uma fraude sem precedentes que abalou o universo paralímpico.  A Espanha ganhou o ouro, mas foi obrigada a devolver as medalhas quando a farsa foi descoberta. O fato acabou prejudicando todos os atletas com deficiência intelectual, que foram banidos dos Jogos pelo Comitê Paralímpico Internacional. A decisão só foi revertida em 2012, quando voltaram a competir em algumas modalidades.

6. Agenda cheia

A natação, esporte do multicampeão Daniel Dias, é uma das modalidades que mais possui categorias paralímpicas, um total de 14. Foto: Jonne Roriz/MPIX/CPB
A natação, esporte do multicampeão Daniel Dias, é uma das modalidades que mais possui categorias paralímpicas, um total de 14. Foto: Jonne Roriz/MPIX/CPB

Em 11 dias de competições serão disputadas 23 modalidades e 528 provas, quase o dobro de competições que nas Olimpíadas, quando 306 provas valeram medalhas. O número mais alto de disputadas se deve às inúmeras classes que definem o tipo de deficiência do atleta para determinar a prova da qual ele vai participar.

7. Expertise paralímpica

Os brasileiros Dirceu Pinto e Eliseu dos Santos, atuais campeões paraolímpicos nas duplas. Foto: CPB/Divulgação
Os brasileiros Dirceu Pinto e Eliseu dos Santos, atuais campeões paralímpicos nas duplas. Foto: CPB/Divulgação

As Paralimpíadas tem dois esportes exclusivos, o goalball e a bocha. No goalball, o objetivo do jogo, que é praticado por cegos, é arremessar a bola com as mãos contra o gol adversário. Já na bocha a dinâmica do jogo é lançar as bolas coloridas o mais perto possível da bola de referência, que normalmente é branca.