Quem se importa?

Quarta-feira, 24 de agosto de 2016. Exatos 44.266 torcedores compareceram aos quatro jogos da rodada inicial das oitavas de final da Copa do Brasil Masculina de Futebol. E olha que a média de público foi bastante baixa. Fora os milhares que acompanharam atentos pela televisão. No mesmo dia, 13 jogos marcavam o primeiro dia da 10ª edição da Copa do Brasil Feminina de Futebol, segunda competição mais importante e a mais antiga do calendário nacional. Mas, quem se importa?

Não se passou nem uma semana do fim dos Jogos Rio 2016, quando a modalidade arrastou multidões aos estádios e atraiu os holofotes da imprensa, e o futebol feminino já está novamente jogado às traças. Nenhuma emissora se interessou por transmitir a Copa do Brasil, apesar de SporTV, TV Brasil e EnterPlay possuírem os direitos. Consequentemente, ninguém vai assistir.

O torneio é um dos poucos berços existentes para o nascimento de jogadoras. Na competição, já brilharam nomes como Cristiane, Maurine, Érika, Debinha, Andressinha, Bárbara, a guerreira formiga e a rainha Marta, todas jogadoras de seleção. A base do futebol feminino brasileiro precisa de visibilidade, que atrai olhares e, consequentemente, investimentos.

Nesta edição, a competição conta com 32 equipes, entre elas, o São José, campeão mundial em 2014, o Flamengo, atual vencedor do Campeonato Brasileiro Feminino, e a Ferroviária, campeã da Libertadores do ano passado. A ausência mais sentida é do Kindermann, que conquistou o título da Copa do Brasil em 2015, mas teve o time dizimado depois do trágico assassinato do técnico, em dezembro.

A Copa do Brasil Feminina é dividida em cinco fases, no sistema de mata-mata. O clube campeão garante vaga na competição continental de 2017. A tabela completa do torneio pode ser acessada aqui. Mas, quem se importa? O ‘país do futebol’ deveria se importar!

Comente aqui

Related Posts