#ForçaChape: A verdadeira noite que nunca vai terminar!

É possível que quem não goste ou vivencie o esporte e, especialmente, o futebol não tenha a dimensão do que ele é capaz. De fato, é compreensível não encontrar muito sentido em pessoas correndo atrás de bolas, esforços descomunais por uma marca, dedicação que beira ao limite. É preciso sensibilidade. Mais que isso, é necessário estar disposto a se mobilizar.

Uma tragédia e… tudo começa a fazer sentido. A paixão pelo esporte ganha outra conotação, um tom triste, uma comoção que faz a rivalidade perder o sentido. Um significado que substitui a alegria do resultado por um nó na garganta que nem as piores derrotas chegam próximas de dar. Junto vem uma afinação tática que nem o time mais entrosado do mundo poderia demonstrar.

Que outra comunidade é capaz de mobilizar, num mesmo momento, milhares de pessoas desconhecidas, a princípio desconexas, em dois países do mesmo continente, porém, sem nenhuma ligação histórica que ultrapasse o critério territorial? A dor e a tristeza unem, é claro, mas o esporte une ainda mais.

O que aconteceu simultaneamente no estádio Atanasio Girardot, em Medellin, e na Arena Condá, em Chapecó, em homenagem às vítimas do voo da Lamia excedeu o sentido da comoção humana. Esta, sim, é a verdadeira noite que nunca vai terminar. A noite que levou a união de dois povos a um nível de irmandade, a um patamar que não nos é dado o discernimento para compreender, apenas sentir. O esporte é mesmo de outro mundo.

 

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