Dez motivos para comemorar o desempenho do Brasil nas Paralimpíadas do Rio

O Brasil não alcançou a meta de ficar no Top 5 dos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Mesmo assim, não há o que lamentar. O país conquistou o maior número de medalhas da história. Foram 72, muito além da marca anterior de 47 pódios em Pequim-2008 e 67% a mais que o total de medalhas conquistadas em Londres-2012.

O Brasil melhorou (e muito!) a capilaridade das vitórias e subiu ao pódio em 13 esportes, quatro deles de forma inédita: ciclismo, canoagem, vôlei sentado e halterofilismo. Em Londres, o país havia ganhado medalhas apenas em sete esportes.

Veja DEZ motivos para comemorar a campanha brasileira nas Paralimpíadas do Rio:

01: Atletismo

Esta edição dos Jogos coroou a surpreendente evolução do atletismo paralímpico brasileiro. O país conquistou 33 medalhas, quase o dobro de Londres-2012. A crescente brasileira vem desde Sidney-2000, quando o Brasil trouxe nove medalhas para casa. Em Atenas-2004 foram 16 e em Pequim, 15. Como nem tudo são flores, o resultado poderia ter sido ainda mais expressivo se não fosse o conturbado ciclo olímpico de Alan Fonteles, que acabou não correspondendo às expectativas nas provas individuais.

02: Natação

A Rio 2016 fez de Daniel Dias uma lenda viva do esporte paralímpico. O nadador conquistou medalhas em todas as nove provas que disputou, sendo quatro ouros, três pratas e dois bronzes. Como se não bastasse a marca específica nestes Jogos, Daniel chegou a 24 medalhas na carreira e se tornou o maior nadador paralímpico da história. O Brasil ainda ganhou outras dez medalhas na natação paralímpica, 19 no total, cinco a mais que em Londres-2012.Canoagem: o Brasil largou bem na estreia da canoagem nos Jogos Paralímpicos. Caio Ribeiro escreveu o nome do país na história com o bronze na classe KL3.

03: Ciclismo

O Brasil ainda não tinha medalhas no ciclismo paralímpico. Quando aconteceu, vieram logo duas conquistas. Lauro Chaman foi prata na prova de estrada C5 e bronze no contrarrelógio C4 e C5. A Rio 2016 também marcou a estreia brasileira nas provas femininas, com Jady Malavazzi, classe H3 (handbike), e Márcia Fanhani, classe Tandem (para cegas).

05: Futebol de 5
Os jogadores brasileiros de Futebol de 5 comemoram o quarto ouro consecutivo em Paralimpíadas. Foto: Alaor Filho/MPIX/CPB
Os jogadores brasileiros de Futebol de 5 comemoram o quarto ouro consecutivo em Paralimpíadas. Foto: Alaor Filho/MPIX/CPB

A superioridade absoluta do Brasil na modalidade não é novidade. Afinal, são quatro edições, quatro ouros e nenhum jogo perdido, feito com poucos paralelos no esporte mundial. Mesmo assim, é preciso comemorar. O ouro no Rio consagrou ainda mais craques como Jefinho e Ricardinho. Pelo menos na modalidade de 5, o Brasil ainda é o país do futebol!

06: Halterofilismo

O Brasil entrou no mapa da modalidade com Evânio Rodrigues. Dono do primeiro pódio brasileiro em Jogos Paralímpicos, ele levantou uma barra de 210kg e ficou com a prata na categoria até 88kg. Bruno Carra ainda bateu na trave. O atleta levantou os mesmos 162kg do medalhista de bronze na categoria até 54kg, mas, perdeu o pódio nos critérios de desempate (peso corporal mais alto que o adversário).

07: Judô

Antônio Tenório se despediu em grande estilo das Paralimpíadas. O atleta conquistou a prata e soma um total de seis medalhas em seis participações: quatro ouros, uma prata e um bronze. Além da conquista de Tenório, o judô paralímpico brasileiro ainda conquistou outras três medalhas de prata.

08: Vôlei Sentado

Uma das conquistas mais emblemáticas do time brasileiro nos Jogos Rio 2016! O time feminino do Brasil ganhou a primeira medalha do país na modalidade. Depois de uma campanha invicta na primeira fase, a equipe foi derrotada nas semifinais pelos Estados Unidos, mas venceu a decisão pelo bronze por 3 sets a 0 contra a Ucrânia.

09: Tênis de Mesa

Pela primeira vez, o Brasil alcançou medalhas em disputas individuais na modalidade. Israel Stroh foi prata na classe 7 e Bruna Alexandre conquistou o bronze na classe 10. Ainda vieram dois bronzes, do time masculino, nas classes 1 e 2, e do feminino, nas categorias 6 a 10.

10: Visibilidade que vale ouro

O décimo motivo para comemorar a campanha brasileira nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 não é bem uma medalha, mas vale ouro! Mais de 2 milhões de ingressos foram vendidos, marca menor apenas que a registrada em Londres-2012, quando 2,8 milhões de entradas foram comercializadas. A visibilidade que os Jogos trouxeram para as modalidades paralímpicas não tem preço e já são um dos legados que a Paralimpíada vai deixar para o esporte brasileiro.

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