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Se você é daqueles que não faz ideia do que se passa da porta para fora no feriado de Carnaval, este post é para você! Não é por isso que você vai ficar sem opções. Tem mais gente com a cabeça longe da folia. O Brasil Olímpico traz três competições internacionais com participação de atletas brasileiros que estão acontecendo durante o Carnaval. É só acompanhar!

Judô

No sábado (25), a partir das 6h (não vai cair na folia mas tem que ter disposição!), sete brasileiros entram no tatame pelo Grand Prix de Dusseldorf, disputado na Alemanha: Mariana Silva (63kg), Ketleyn Quadros (63kg), Bárbara Timo (70kg), Amanda Oliveira (70kg), Marcelo Contini (73kg), Eduardo Barbosa (73kg) e Vinícius Panini (81kg).

No domingo, mais quatro brasileiros buscam medalhas: Tiago Camilo (90kg), Rochele Nunes (+78kg), Léo Gonçalves (100kg) e Ruan Isquierdo (+100kg). Nos dois dias, as finais começam às 13h, com transmissão ao vivo da Confederação Brasileira de Judô pelo site www.ippon.tv. O Brasil já levou uma medalha em Dusseldorf. Phelipe Pelim (60kg) venceu o espanhol Francisco Garrigos com um ippon no segundo minuto de golden score e garantiu o bronze.

Rugby

Foto: Alaor Filho/Exemplus/COB
Foto: Alaor Filho/Exemplus/COB

Ainda no sábado, a Seleção Brasileira de Rugby enfrenta a Argentina no extremo Sul do planeta, no Ushuaia (ARG), pela 4ª rodada do Americas Rugby Championship (ARC). A partida está marcada para 17h30 e é uma oportunidade para os Tupis aprimorarem a técnica e testar o nível da equipe frente ao cenário internacional. Os Pumas são os atuais campeões da competição.

O último desafio do Brasil na temporada 2017 do ARC será em casa. Na sexta-feira (3), os Tupis recebem o Canadá, no Pacaembu (SP).

Triatlo

No domingo (26), o triatleta Eduardo Lass encara um verdadeiro teste de força e velocidade em Cuba. Lass participa de uma das provas mais rápidas do circuito mundial, a Copa Pan-americana de Sprint Triathlon, em Havana. O desafio é composto de 750m de natação, 20km de ciclismo e 5km de corrida. Para quem não está pensando em sair do sofá, cansa só de ouvir falar!

Recentemente, Eduardo Lass foi bronze na Pan American Cup de triatlo, disputada na Argentina.

Boa imersão esportiva no feriado!

A torcida do Atlético Nacional e o povo de Medellín deram ao mundo uma das maiores demonstrações de humanidade com a homenagem às vítimas do voo da Lamia. O estádio Atanasio Girardot lotado gritava “Vamo, vamo, Chape” com uma força que poucas vezes se viu na história do esporte para lembrar a delegação da Chapecoense e os jornalistas mortos na tragédia.

Nem o tão obscuro mundo dos cartolas esportivos deixou de ser impactado com a tragédia. A diretoria do Atlético Nacional formalizou junto à Conmebol um pedido para que a Chape seja consagrada campeã da Sul-Americana e deve ser atendida com justiça. Diversos dirigentes do mundo todo também colocaram seus atletas à disposição para ajudar a reconstruir o clube.

Casos de solidariedade e união por meio do esporte, entretanto, não são novidade. Aliás, fazem parte da essência do universo esportivo. O blog Brasil Olímpico relembra cinco vezes em que o esporte foi mais que uma competição.

1. Recorde no mar

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O resultado nas piscinas ficou de lado por uma marca muito maior: nadar pela sobrevivência de 20 pessoas na fuga da Síria, durante a travessia do Mar Mediterrâneo. A nadadora Yusra Mardini, de 18 anos, e a irmã fugiram de Damasco quando a guerra da Síria se intensificou. Durante a passagem pelo mar para chegar à ilha grega de Lesbos, o motor do bote onde elas estavam com mais 18 pessoas estragou e a pequena embarcação corria o risco de afundar, já que estava superlotada.

Yusra não hesitou, pulou na água e ela, sua irmã e uma outra mulher ajudaram a empurrar o bote até a praia mais próxima. A saga durou três horas, nadando em mar aberto para que o bote chegasse a areia. Esta, com certeza, foi a mais importante competição que Yusra poderia vencer, a luta pela vida. Outra vitória foi a participação nos Jogos Olímpicos Rio 2016. O resultado pouco importa.

2. Solidariedade no Haiti

O 18 de agosto de 2004 foi um dia histórico para haitianos e brasileiros. A guerra civil que tomava conta do Haiti foi interrompida pelo menos por um dia para receber a Seleção Brasileira, no que ficou conhecido com o Jogo da Paz. O placar de 6×0 para o Brasil dentro de campo pouco importou.

Em carro aberto, jogadores como Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo e Roberto Carlos foram seguidos por uma multidão, que sorriu depois de muito tempo de sofrimento com a guerra. As armas de fogo deram lugar a outra munição: a paixão pelo futebol e pela Seleção Brasileira, que contribui com a campanha do desarmamento que mudou a perspectiva de segurança no país mais pobre das Américas.

3. Imagem de união

1470733548_558175_1470735814_noticia_normalPelo menos por um segundo, uma selfie tornou irmãs duas nações declaradamente inimigas, as Coreias do Sul e do Norte. As ginastas Lee Eun-ju (Sul) e Hong Un Jong (Norte) tiraram uma foto nos Jogos Olímpicos Rio 2016 que representou muito mais que um registro de duas colegas de profissão.

A guerra entre os dois países acabou há mais de 60 anos, mas as relações diplomáticas entre as Coreia do Sul e do Norte nunca foram reestabelecidas. A imagem, captada pelo fotógrafo Dylan Martínez, da Reuters, foi considerada um dos símbolos mais representativos da história de união por meio do esporte.

4. A mão que levanta o outro

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O verdadeiro espírito olímpico deu as caras no Engenhão durante as competições de atletismo da Rio 2016. Na prova de 5.000 metros feminino, a neozelandesa Nikki Hamblin e a americana Abbey D’Agostino tiveram um contato involuntário, o que resultou na queda de Abbey, que torceu o tornozelo. Nikki parou e ajudou a americana a se levantar.

Abbey voltou a cair devido às dores e, novamente, foi acudida por Nikki, que demonstrou que uma vida de treinos não é mais importante que as dores das pessoas. Mesmo com todo o incentivo da corredora neozelandesa, a americana não conseguiu terminar a prova. As duas, entretanto, não saíram sem medalhas. Ambas foram coroadas com a medalha de Fair Play do Comitê Olímpico Internacional.

5. Vitória da paz

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E quando dois inimigos políticos caem em um mesmo grupo da Copa do Mundo? Felizmente, Estados Unidos e Irã aproveitaram a oportunidade na Copa de 1998 e mostram que o futebol é capaz de deixar de lado diferenças históricas. Apesar de o governo do Irã ter encarado a partida como uma verdadeira guerra, os jogadores de ambos as seleções optaram pelo espírito esportivo.

Os iranianos ofereceram flores aos americanos, que responderam com cordialidade e posaram para fotos abraçados. Nas arquibancadas, o que se viu foram torcedores exibindo bandeiras dos dois países lado a lado. A partida terminou EUA 1 x 2 Irã e foi a primeira e única vitória do país na história das Copas.

Leia mais sobre solidariedade no esporte: A verdadeira noite que nunca vai terminar

O Brasil não alcançou a meta de ficar no Top 5 dos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Mesmo assim, não há o que lamentar. O país conquistou o maior número de medalhas da história. Foram 72, muito além da marca anterior de 47 pódios em Pequim-2008 e 67% a mais que o total de medalhas conquistadas em Londres-2012.

O Brasil melhorou (e muito!) a capilaridade das vitórias e subiu ao pódio em 13 esportes, quatro deles de forma inédita: ciclismo, canoagem, vôlei sentado e halterofilismo. Em Londres, o país havia ganhado medalhas apenas em sete esportes.

Veja DEZ motivos para comemorar a campanha brasileira nas Paralimpíadas do Rio:

01: Atletismo

Esta edição dos Jogos coroou a surpreendente evolução do atletismo paralímpico brasileiro. O país conquistou 33 medalhas, quase o dobro de Londres-2012. A crescente brasileira vem desde Sidney-2000, quando o Brasil trouxe nove medalhas para casa. Em Atenas-2004 foram 16 e em Pequim, 15. Como nem tudo são flores, o resultado poderia ter sido ainda mais expressivo se não fosse o conturbado ciclo olímpico de Alan Fonteles, que acabou não correspondendo às expectativas nas provas individuais.

02: Natação

A Rio 2016 fez de Daniel Dias uma lenda viva do esporte paralímpico. O nadador conquistou medalhas em todas as nove provas que disputou, sendo quatro ouros, três pratas e dois bronzes. Como se não bastasse a marca específica nestes Jogos, Daniel chegou a 24 medalhas na carreira e se tornou o maior nadador paralímpico da história. O Brasil ainda ganhou outras dez medalhas na natação paralímpica, 19 no total, cinco a mais que em Londres-2012.Canoagem: o Brasil largou bem na estreia da canoagem nos Jogos Paralímpicos. Caio Ribeiro escreveu o nome do país na história com o bronze na classe KL3.

03: Ciclismo

O Brasil ainda não tinha medalhas no ciclismo paralímpico. Quando aconteceu, vieram logo duas conquistas. Lauro Chaman foi prata na prova de estrada C5 e bronze no contrarrelógio C4 e C5. A Rio 2016 também marcou a estreia brasileira nas provas femininas, com Jady Malavazzi, classe H3 (handbike), e Márcia Fanhani, classe Tandem (para cegas).

05: Futebol de 5
Os jogadores brasileiros de Futebol de 5 comemoram o quarto ouro consecutivo em Paralimpíadas. Foto: Alaor Filho/MPIX/CPB
Os jogadores brasileiros de Futebol de 5 comemoram o quarto ouro consecutivo em Paralimpíadas. Foto: Alaor Filho/MPIX/CPB

A superioridade absoluta do Brasil na modalidade não é novidade. Afinal, são quatro edições, quatro ouros e nenhum jogo perdido, feito com poucos paralelos no esporte mundial. Mesmo assim, é preciso comemorar. O ouro no Rio consagrou ainda mais craques como Jefinho e Ricardinho. Pelo menos na modalidade de 5, o Brasil ainda é o país do futebol!

06: Halterofilismo

O Brasil entrou no mapa da modalidade com Evânio Rodrigues. Dono do primeiro pódio brasileiro em Jogos Paralímpicos, ele levantou uma barra de 210kg e ficou com a prata na categoria até 88kg. Bruno Carra ainda bateu na trave. O atleta levantou os mesmos 162kg do medalhista de bronze na categoria até 54kg, mas, perdeu o pódio nos critérios de desempate (peso corporal mais alto que o adversário).

07: Judô

Antônio Tenório se despediu em grande estilo das Paralimpíadas. O atleta conquistou a prata e soma um total de seis medalhas em seis participações: quatro ouros, uma prata e um bronze. Além da conquista de Tenório, o judô paralímpico brasileiro ainda conquistou outras três medalhas de prata.

08: Vôlei Sentado

Uma das conquistas mais emblemáticas do time brasileiro nos Jogos Rio 2016! O time feminino do Brasil ganhou a primeira medalha do país na modalidade. Depois de uma campanha invicta na primeira fase, a equipe foi derrotada nas semifinais pelos Estados Unidos, mas venceu a decisão pelo bronze por 3 sets a 0 contra a Ucrânia.

09: Tênis de Mesa

Pela primeira vez, o Brasil alcançou medalhas em disputas individuais na modalidade. Israel Stroh foi prata na classe 7 e Bruna Alexandre conquistou o bronze na classe 10. Ainda vieram dois bronzes, do time masculino, nas classes 1 e 2, e do feminino, nas categorias 6 a 10.

10: Visibilidade que vale ouro

O décimo motivo para comemorar a campanha brasileira nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 não é bem uma medalha, mas vale ouro! Mais de 2 milhões de ingressos foram vendidos, marca menor apenas que a registrada em Londres-2012, quando 2,8 milhões de entradas foram comercializadas. A visibilidade que os Jogos trouxeram para as modalidades paralímpicas não tem preço e já são um dos legados que a Paralimpíada vai deixar para o esporte brasileiro.

O que não faltam nas Paralimpíadas são categorias para incluir pessoas com os mais diversos tipos de deficiências motoras, intelectuais e visuais. Os esportes são adaptados às condições de cada categoria para resguardar a competitividade entre os atletas. Mas, por que não há nenhuma modalidade que inclua os surdos nos Jogos Paralímpicos?

A resposta passa por questões técnicas e burocráticas. Para o Comitê Paralímpico Internacional, os surdoatletas não se encaixam na categoria paralímpica, pois são capazes de participar de competições convencionais. Além disso, o Comitê Internacional de Desportos de Surdos (ICSD) não é filiado ao Comitê Paralímpico Internacional (IPC).

É por isso que, desde 1924, os surdoatletas participam de uma competição específica, a Surdolimpíada, que também acontece de quatro em quatro anos. Ao todo, 20 modalidades integram o programa da competição, entre elas, atletismo, natação, caratê, futebol, vôlei e basquete. As regras nos esportes para surdos são as mesmas dos disputados por atletas sem deficiência. O que muda é a forma de comunicação, que passa de auditiva para visual. A única exigência para participar da Surdolimpíada é que o atleta tenha perda auditiva de, pelo menos, 55 decibéis no melhor ouvido.

Barreiras

Você pode estar pensando que ter uma competição específica e organizada para surdos, da qual participam cerca de 2.500 atletas, é um sinal de que a prática esportiva na comunidade surda é bem difundida e apoiada. Mas, não é bem assim. Por não participar das Paralimpíadas, os surdoatletas sofrem com a falta de visibilidade, reconhecimento e, consequentemente, de financiamento.

Para se ter uma ideia, a Confederação Brasileira de Desportos dos Surdos (CBDS) sobrevive dos próprios recursos e conta apenas com uma ajuda pontual do Ministério dos Esportes para o projeto de vôlei e de Bolsa Atleta para 17 esportistas. A expectativa da CBDS, caso haja patrocínio, é de levar de 100 a 150 atletas para as próximas Surdolimpíadas, que acontecem na Turquia, em 2017. Caso não haja financiamento, os surdoatletas que quiserem disputar a competição terão que arcar com os próprios custos.

Brasil na Surdolimpíada
Nadador brasileiro Guilherme Maia é um dos principais nomes do esporte surdo nacional. Foto: Divulgação/CBDS
Nadador brasileiro Guilherme Maia é um dos principais nomes do esporte surdo nacional. Foto: Divulgação/CBDS

A primeira participação brasileira nos Jogos para Surdos foi em 1993, na Bulgária. A primeira medalha, entretanto, só chegou em 2009, em Taiwan, quando Alexandre Soares Fernandes conquistou um histórico bronze no Judô, na categoria até 81kg. O Brasil terminou a última edição das Surdolimpíadas –também disputadas na Bulgária– em 36º lugar, com quatro medalhas: uma prata e dois bronzes, conquistados por Guilherme Maia na natação, e um bronze de Heron Rodrigues no caratê.

O esporte para surdos no Brasil ainda sofre com o anonimato, mas a evolução está começando a aparecer. Prova disso são os resultados recentes que país tem conquistado, como o vice-campeonato mundial de futsal feminino para surdos, conquistado ano passado. Resta a torcida para que os surdoatletas encontrem os caminhos de visibilidade que precisam para que eles se mantenham no sentido crescente.

Normalmente, um esporte tem as características convencionais adaptadas para ser praticado por quem tem alguma deficiência. No caso do Goalball, a lógica foi inversa. O esporte foi criado exclusivamente para ser praticado por cegos. A ideia foi do austríaco Hanz Lorezen e do alemão Sepp Reindle, que criaram em 1946 a nova modalidade para inserir no universo do esporte veteranos da Segunda Guerra Mundial que perderam a visão. Trinta anos mais tarde, o Goalball já se apresentava como esporte de exibição, em Toronto-1976, e foi inserido no programa Paralímpico em Arnhem-1980.

O Brasil só despertou para o esporte em 1985, mas a ascensão na modalidade foi relativamente rápida. Dez anos depois, a seleção brasileira já era prata no Parapan de Buenos Aires. A estreia em Paralimpíadas aconteceu em Pequim-2008 e a inédita medalha chegou em 2012, com a prata em Londres

Veja como se joga o Goalball:

Este infográfico mostra todas as regras do Goalball em detalhes para ninguém ficar perdido na hora de acompanhar a seleção brasileira nos Jogos Paralímpicos Rio 2016!

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Fonte: Ministério do Esporte

 

Se você ainda não se recuperou da depressão pós-Olimpíadas é hora de se animar: os Jogos Paralímpicos Rio 2016 começam esta semana! Mais de quatro mil atletas estão a postos para dar início a uma competição que promete quebra de recordes, superação de limites e muitas alegrias para os brasileiros.

As primeiras Paralimpíadas organizadas foram disputadas em Roma, Itália, no ano de 1960, e contou com 400 atletas de 23 países. O Brasil estreou nos Jogos somente em 1972, na Alemanha. A delegação brasileira tinha 20 atletas, que competiram no tiro com arco, no atletismo, na natação e no basquete em cadeira de rodas.

Você sabe o básico para acompanhar o evento e comentar com os amigos sem passar vergonha? Aqui vão sete curiosidades que você precisa saber para ficar inteirado sobre o assunto.

1. Reinado Paralímpico

Trischa Zorn quebrou oito recordes mundiais ao longo da carreira. Foto: Getty Images
Trischa Zorn quebrou oito recordes mundiais ao longo da carreira. Foto: Getty Images

O trono das Paralimpíadas tem dono e a rainha é a americana Trischa Zorn, que possui nada mais nada menos que 46 medalhas, sendo 32 ouros, na natação. Nos primeiros Jogos que participou, em 1980, Zorn ganhou TODOS os ouros que disputou. Hoje, aos 52 anos, ela é professora da Universidade de Nebraska, nos EUA, onde estudou.

2. Símbolo paralímpico

Escultura do símbolo paralímpico inaugurada recentemente na praia de Copacabana. Foto: Agência Brasil
Escultura do símbolo paralímpico inaugurada recentemente na praia de Copacabana. Foto: Agência Brasil

Apesar de serem realizados na mesma sede e em datas próximas, os Jogos Olímpicos e Paralímpicos são competições diferentes e, assim, possuem lemas e símbolos distintos. O que representa as Paralimpíadas não são os anéis olímpicos, mas, sim, o Agito, símbolo que significa “eu movo” em Latim e possui três meio círculos, um verde, um vermelho e outro azul. O lema dos Jogos, usado desde Atenas 2004, é Spirit in Motion (Espírito em Movimento).

3. Visão de atleta

Os goleiros Vinícius e Luan, da seleção brasileira de futebol de 5, com o técnico Fábio ao centro. Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CPB
Os goleiros Vinícius e Luan, da seleção brasileira de futebol de 5, com o técnico Fábio ao centro. Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CPB

Os únicos atletas sem deficiências que participam das Paralímpicas são os guias de corredores cegos, no Atletismo, e os goleiros de Futebol de 5, esporte que tem jogadores de linha com deficiência visual, mas o arqueiro possui visão normal. Mesmo assim, não se enganem, frangos podem acontecer!

4. Lá e cá

A iraniana Zahra Nemati competindo no Rio. Foto: Rio 2016/REPRODUÇÃO
A iraniana Zahra Nemati competindo no Rio. Foto: Rio 2016/REPRODUÇÃO

Somente três atletas terão o privilégio de competir tantos nos Jogos Olímpicos quanto nos Paralímpicos Rio 2016. Duas são do tênis de mesa, a polonesa Natalia Partyka, que nasceu sem a mão e parte do antebraço direitos, e a australiana Melissa Tapper, que tem uma paralisia nos nervos superiores dos braços. A outra atleta é a cadeirante iraniana Zahra Nemati, do tiro com arco. Todas tem muita história para contar!

Natalia é tricampeã paralímpica e foi a atleta mais jovem a disputar uma Olimpíada, em Sidney 2000, quando tinha apenas 11 anos. Tapper conquistou o quarto lugar em Londres 2012, competiu por equipes e individual nas Olimpíadas do Rio e agora vai em busca de sua primeira medalha paralímpica. Já Zahra é a primeira mulher iraniana a conquistar um ouro tanto nos Jogos Olímpicos quanto Paralímpicos. Em Londres 2012 ela foi campeã na prova W1/W2 de tiro e bronze por equipes.

5. Bomba

Fraude dos atletas espanhóis é considerada um dos maiores escândalos da história do esporte. Foto: Youtube/Reprodução
Fraude dos atletas espanhóis é considerada um dos maiores escândalos da história do esporte. Foto: Youtube/Reprodução

A maior polêmica da história das Paralimpíadas aconteceu em Sidney 2000. A seleção espanhola de basquete montou um time com pelo menos 10 atletas que fingiram ser deficientes intelectuais, uma fraude sem precedentes que abalou o universo paralímpico.  A Espanha ganhou o ouro, mas foi obrigada a devolver as medalhas quando a farsa foi descoberta. O fato acabou prejudicando todos os atletas com deficiência intelectual, que foram banidos dos Jogos pelo Comitê Paralímpico Internacional. A decisão só foi revertida em 2012, quando voltaram a competir em algumas modalidades.

6. Agenda cheia

A natação, esporte do multicampeão Daniel Dias, é uma das modalidades que mais possui categorias paralímpicas, um total de 14. Foto: Jonne Roriz/MPIX/CPB
A natação, esporte do multicampeão Daniel Dias, é uma das modalidades que mais possui categorias paralímpicas, um total de 14. Foto: Jonne Roriz/MPIX/CPB

Em 11 dias de competições serão disputadas 23 modalidades e 528 provas, quase o dobro de competições que nas Olimpíadas, quando 306 provas valeram medalhas. O número mais alto de disputadas se deve às inúmeras classes que definem o tipo de deficiência do atleta para determinar a prova da qual ele vai participar.

7. Expertise paralímpica

Os brasileiros Dirceu Pinto e Eliseu dos Santos, atuais campeões paraolímpicos nas duplas. Foto: CPB/Divulgação
Os brasileiros Dirceu Pinto e Eliseu dos Santos, atuais campeões paralímpicos nas duplas. Foto: CPB/Divulgação

As Paralimpíadas tem dois esportes exclusivos, o goalball e a bocha. No goalball, o objetivo do jogo, que é praticado por cegos, é arremessar a bola com as mãos contra o gol adversário. Já na bocha a dinâmica do jogo é lançar as bolas coloridas o mais perto possível da bola de referência, que normalmente é branca.

Você assistiu esgrima nas Olimpíadas, adorou e pensou: “vou começar a praticar!”. Sentiu a adrenalina das competições de rugby e terminou a Rio 2016 determinado a se levantar do sofá. Mas, a pergunta é: onde?

Todo mundo sabe onde encontrar uma quadra de futebol ou uma piscina apta para a natação. Mas, onde estão os campos de golfe, as academias de levantamento de peso ou as quadras de badminton de Belo Horizonte e região?

Este mapa vai te ajudar a descobrir onde praticar as modalidades menos conhecidas do programa olímpico. Ah! O mapa é colaborativo. Se você souber onde mais praticar esses esportes nos ajude a aumentar esta rede.

 

Você deve estar pensando que, talvez, a estreia deste blog esteja um tanto quanto atrasada. Afinal, a Olimpíada Rio 2016 terminou há pouco. Mas não, amigo. O tempo é exatamente este! Tempo de fazer com que o legado olímpico, que será refletido em Tokyo 2020, dê as caras por aqui.

Esta responsabilidade não é apenas do governo ou das empresas, que detêm as verbas para incentivo ao esporte de alto rendimento. É também da imprensa –da qual meu diploma de jornalismo me credencia a fazer parte–, que precisa ter mais sensibilidade ao momento e abrir espaço à cobertura de esportes olímpicos e paralímpicos não somente durante os Jogos.

Mas, foi exatamente durante esta Olimpíada em casa que eu me senti motivada a contribuir com isso. Confesso, a ideia prévia era de um blog sobre futebol, mais especialmente sobre o Atlético Mineiro, instituição que mais acende minha paixão pelo esporte. Para falar do Galo, entretanto, há vários jornalistas, comentaristas e torcedores que desempenham a função extremamente bem.

Aqui, você leitor vai encontrar informações sobre a delegação brasileira de todo e qualquer esporte olímpico e paralímpico, a preparação dos atletas para o próximo ciclo e as marcas que o Time Brasil eventualmente alcançar. Espero, apenas, contribuir singelamente para que a gente conheça os “Thiagos Brazes”, “Felipes Wus” e “Isaquias Queirozes” dos próximos Jogos, antes mesmo que eles se enrolem na bandeira brasileira para subir ao pódio.

Bem-vindos!