Gabriela Costa
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Gabriela Costa

A ginástica se rendeu aos encantos das Minas Gerais. Depois do Brasileiro Juvenil de Ginástica Artística e do Brasileiro e Torneio Nacional de Aeróbica, disputados em BH nos últimos meses, é a vez da ginástica de trampolim desembarcar em terras mineiras. De hoje (20) até sábado (22), Contagem (Região Metropolitana) sedia o Campeonato Brasileiro Elite e o Torneio Nacional da modalidade, no ginásio do Sesc-MG. Esporte olímpico do mais alto nível e de graça, já que a entrada é gratuita.

Dos 11 clubes participantes, cinco são de MG. O Brasileiro reúne 100 atletas de alto rendimento das categorias elite, a partir de 18 anos, e júnior, de 13 a 17. Já o Torneio Nacional é uma competição para ginastas das categorias pré-infantil, infantil, infantojuvenil, juvenil e adulta que ainda não alcançaram o alto rendimento.

“Esse é o segundo Brasileiro realizado em Minas Gerais, que tem investido muito no trampolim. A modalidade tem crescido bastante, tanto em nível técnico quanto em número de participantes. O fato do Torneio Nacional ser realizado junto com o Brasileiro Elite e Júnior possibilita esse elo entre grandes e consagrados ginastas com os atletas iniciantes, que terão em quem se espelhar por estarem ao lado dos ídolos”, destacou a coordenadora técnica da ginástica de trampolim da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), Cristina Tropia.

As disputas serão de trampolim, trampolim sincronizado, tumbling e duplo mini-trampolim. A competição vai servir de preparação para o Sul-Americano, marcado para 24 a 29 de novembro, e para o Pan-Americano, de 1 a 5 de dezembro, ambos em Bogotá, na Colômbia. É um olho no presente e outro em Tokyo 2020.

“O Brasileiro será importante para observarmos os ginastas da categoria júnior e também da categoria elite, já pensando na formação da Seleção Brasileira para o próximo ciclo olímpico. Isso é importante, já que muitos vêm progredindo sistematicamente e podemos ver de perto aqueles que têm potencial para integrar a equipe nos campeonatos internacionais”, explicou a técnica da Seleção, Tatiana Figueiredo.

Para quiser passar por lá no fim de semana, segue a programação:

Quinta-feira (20)

12h45: abertura

14h40 às 19h30: competições Brasileiro

19h40: premiações por equipe trampolim (júnior feminino) e duplo mini-trampolim (júnior masculino) – premiações individuais tumbling (júnior masculino e feminino) e sincronizado (júnior masculino, elite masculino e feminino)

Sexta-feira (21)

10h às 11h55: competições Torneio

12h: premiações Torneio

13h30 às 14h10: treinamento escalonado Brasileiro

14h10 às 15h25: competições Brasileiro

15h30 às 16h10: treinamento escalonado

16h10 às 19h15: competições Brasileiro

19h15: premiações por equipe trampolim (júnior masculino e elite masculino) e duplo mini-trampolim (júnior feminino e elite masculino) – premiações individuais tumbling (júnior masculino e elite masculino) e sincronizado (júnior masculino e feminino)

Sábado (22)

9h40 às 11h20: competições Torneio

11h30: premiações Torneio

13h30 às 14h10: treinamento escalonado Brasileiro

14h10 às 15h10: competições Brasileiro

15h10 às 15h50: treinamento escalonado

15h50 às 16h50: competições Brasileiro

16h50 às 17h30: treinamento escalonado

17h30 às 18h30: competições Brasileiro

18h30: premiações finais

Você sabe quais são os caminhos para se tornar um jogador profissional de rugby? O esporte –que até pouco tempo era apenas uma prática distante para a maioria dos brasileiros– tem caído no gosto dos jovens, o que dá outras perspectivas para o futuro da modalidade no Brasil. Pensando nisso, a Confederação Brasileira de Rugby criou um programa para detectar novos talentos.

A seletiva está recrutando adolescentes de 15 a 17 anos em vários estados, inclusive Minas Gerais, que recebe a campanha dia 30 de outubro, na cidade de São Lourenço. Ok, são 400km partindo de BH, mas, não é sempre que aparece uma oportunidade destas, não é?! Os selecionados, além da possibilidade de se tornarem atletas profissionais no futuro, terão vários benefícios:

  • Bolsa de estudos em colégio particular;
  • Moradia com tutor responsável;
  • Equipe de nutricionistas;
  • Acompanhamento médico, fisioterapêutico, nutricional e psicológico;
  • Orientação técnica.

Para participar da seletiva é preciso se inscrever pelo site www.brasilrugby.com.br/recrutamento e enviar informações sobre peso, altura do candidato e dos pais biológicos, escolaridade e histórico na prática de outros esportes. O melhor é que não é necessário ter experiência especialmente com o rugby. O que será testado são as habilidades do candidato com o esporte, de maneira geral.

Os selecionados pela CBRu podem, no futuro, ajudar o Brasil a mudar uma história que até hoje não foi das mais felizes, apesar do crescimento considerável da modalidade a partir dos anos 2000. Até hoje, o rugby brasileiro venceu apenas um jogo em Olimpíadas: no Rio, a seleção feminina superou o Japão por 26 a 10, feito histórico, mesmo sem a classificação para as fases finais. Os homens nunca venceram.

O objetivo é claro: manter a hegemonia brasileira no Campeonato Sul-Americano de ginástica rítmica e conquistar uma marca pessoal bastante expressiva. Natália Gaudio –única brasileira a disputar o individual da modalidade nos Jogos Rio 2016– está na Colômbia em busca do pentacampeonato Sul-Americano. No ano passado, a ginasta conquistou ouro em todas as categorias que disputou.

Natália Gaudio bateu um papo com o Brasil Olímpico sobre a expectativa para a competição, a evolução da ginástica rítmica na América Latina e a bagagem conquistada na Rio 2016.

Natália ficou em 23º na Rio 2016. Photo: RicardoBufolin/CBG
Natália ficou em 23º na Rio 2016. Photo: RicardoBufolin/CBG

Como foi a preparação para manter a superioridade no Sul-Americano?

A preparação é diária, treino mais de cinco horas todos os dias. Também cuido muito da minha saúde e da alimentação. São muitas atividades envolvidas no treinamento e para a prevenção de lesões. Afinal, estou em busca do penta!

Quais países são os concorrentes mais fortes para o Brasil no Sul-Americano?

As equipes mais fortes na categoria adulta são a Colômbia e a Venezuela. Estão com meninas bem preparadas, que competiram alguns campeonatos internacionais ano passado, como o Pan-Americano. As colombianas vêm participando de Copas do Mundo e evoluindo bastante.

Como é a dinâmica de competição no Sul-Americano?

O Sul-Americano vai seguir o modelo de competição do Mundial, com um aparelho por dia. No primeiro dia, por exemplo, a gente compete com o arco e já classificam as oito finalistas para a disputa da final no mesmo dia, um pouco mais tarde. Eu acho que o Sul-Americano está tentando se adequar às regras mundiais para preparar bem as ginastas. É uma competição bem cansativa, porque são quatro dias de disputas, um aparelho por dia. Mas, é interessante por preparar as ginastas para uma competição mundial.

Como está a evolução da ginástica rítmica no Brasil e na América do Sul?

A ginástica na América do Sul tem crescido muito e eu percebi nos treinamentos desses últimos dias que as meninas realmente estão melhorando. Os países estão investindo muito na modalidade.

O Brasil também continua em grande evolução, a gente costuma ter destaque no Sul-Americano e o país sobe no pódio em todas as categorias. Então, a gente mostra que o Brasil continua sendo o mais forte no sul da América e esperamos que este resultado se mantenha este ano, com medalhas em todas as categorias.

As Olimpíadas ajudaram bastante no crescimento da ginástica no Brasil, os clubes e as cidades estão investindo bastante porque viram que é possível para as ginastas alcançarem seus objetivos e chegarem às Olimpíadas.

Que aprendizado você tirou da Rio 2016, que é diferente de qualquer outro já absorvido em competições que você já participou?

Aprendi muito, foi uma competição incrível, que eu vou levar para o resto da minha vida. Eu aprendi muito sobre concentração, porque a torcida era muito grande. Aquele público todo gritando ao meu favor, gritando meu nome, incentivando o Brasil é muito bom, mas, ao mesmo, pode te desconcentrar. Então, eu tive que trabalhar bastante o meu foco para concentrar na série.

Gáudio compete com as maças | Photo: RicardoBufolin/CBG
Gaudio compete com as maças | Photo: RicardoBufolin/CBG

O Sul-Americano de ginástica rítmica 2016 vai até domingo (09) e contará com, aproximadamente, 230 ginastas –do pré-infantil ao adulto– de sete países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador e Venezuela. Veja toda a delegação que representa o Brasil na competição:

Pré-infantil (9 e 10 anos)

Ginastas individuais: Laura Asturian, Gabryela Nogueira da Rocha e Júlia Beatriz Silva Kurunczi

Treinadora: Fabiana Pace Niedzwiedz

Ginastas do conjunto: Ana Clara Morais Mendes, Camila Ferreira Cunha, Evelyn da Silva Lamego, Isabella Lira Lages e Raica Gabriela Tomé Alho

Treinadora: Fabrícia Viana de Souza

Infantil (11 e 12 anos)

Ginastas individuais: Kauany Zanettin Paes, Mariana Gonçalves Pinto e Viviane Oda Miranda

Treinadora: Ana Paula Scheffer

Ginastas do conjunto: Amanda Hernandez Viotti, Bianca Caroline Caldas, Maiara Manoel de Deus, Marina Ramos Sampaio, Rafaela Cristina Marcelino da Silva e Sophia Evangelista César Botto de Freitas

Treinadora: Fernanda Festa Rezende

Juvenil

Ginastas individuais: Heloisa Gabriella Pedroso Bornal, Mariany Hatori Miyamoto e Vitória Guerra Andrade

Treinadora: Dayane Camillo da Silva

Ginastas dc conjunto: Ana Paula Falabretti, Bruna Letícia da Silva, Caroline Kunzler, Jainy Iolanda Klemann, Natiely Aparecida da Silva Oliveira e Tayná Isabelli Stein

Treinadora: Débora Cristina de Souza

Adulto

Ginastas individuais: Carolina Tonelotto, Gabriela Ribeiro e Natália Gaudio

Treinadora: Monika Queiroz

Árbitras: Célia Maria Paes Santos e Christiane Mogk de Faria

Fisioterapeuta: Marceli Mesquita

Chefe de delegação: Sandro Lopes

77kg, 122kg, 165kg, 219kg, 298kg, 377kg, 427kg e contando… A força dos atletas do levantamento de peso é algo impressionante! Para demonstrar toda a capacidade, os principais atletas brasileiros da modalidade se reúnem, a partir desta quarta-feira (05), no Campeonato Brasileiro Adulto 2016, que será disputado em Guaratiba (RJ).

São 88 atletas –51 no masculino e 37 no feminino–, que vão representar os Estados de Minas Gerais, Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraíba e Paraná. Entre os mineiros estão os gêmeos Gabriel (62kg) e Rafael Silveira (69kg). Outros destaques são Rafael Gaspar e Matheus Delan (77kg), Josué Lucas (85kg), Marco Túlio Machado (94kg) e Rogério Almeida (105Kg), que figuram entre os melhores pesistas do continente em suas categorias.

Entre as mulheres estão Emily Rosa (48kg), bronze no Campeonato Mundial Sub 17/2015 e primeira atleta brasileira a conquistar uma medalha da modalidade em campeonato mundial; Letícia Laurindo (53kg), medalha de bronze no Campeonato Sul-americano/2016; e Monique Araújo (75kg), campeã sul-americana de 2015.

Se você ainda não é muito inteirado sobre as regras do esporte e acha que a tarefa é apenas erguer uma barra com pesos, vale conferir este infográfico completo sobre a modalidade:

Fonte: Ministério do Esporte
Fonte: Ministério do Esporte

 

A programação completa pode ser consultada no site da Confederação Brasileira de Levantamento de Pesos (CBLP).

 

 

 

Melhor sul-americano no ranking da Federação Internacional de Tênis de Mesa (31º), Hugo Calderano inicia, neste sábado, o caminho na Copa do Mundo de Tênis de Mesa, sediada pela Alemanha. O brasileiro, que tem apenas 20 anos, parte para a competição com uma motivação a mais: o resultado conquistado nos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Calderano derrotou, entre outros adversários, Tang Peng, 16º do ranking na época. Chegou às oitavas de final, mas caiu para japonês Jun Mizutani (6º). Mesmo assim, o mesatenista brasileiro igualou a melhor marca nacional em Olimpíadas, compartilhada com o xará Hugo Hoyama, que também chegou às oitavas de final em Atlanta-1996.

Para conseguir um bom resultado na Copa do Mundo de Tênis de Mesa, Hugo Calderano terá que superar adversários duros, como o alemão Dimitrij Ovtcharov, o bielorrusso Vladimir Samsonov e o português Tiago Apolonia. Os concorrentes, entretanto, não assustam o brasileiro.

“Estou praticando bastante e confiante de que vou chegar onde eu quero. Se algum dia houver pressão sobre mim, eu vou aproveitá-la, porque isso é parte do esporte e pode nos ajudar a ficar ainda mais fortes”, explica o mesatenista.

 

Principal competição do vôlei brasileiro, a Superliga 2016/2017 começa em menos de um mês e a expectativa é de alto nível e muito equilíbrio. Não por acaso, dez dos doze medalhistas olímpicos com a seleção masculina vão estar na competição, divididos em quatro times:

  • Sada Cruzeiro (MG) [atual campeão]: levantador Willian e o oposto Evandro;
  • Brasil Kirin (SP): central Maurício Souza;
  • Sesi (SP): levantador Bruninho, central Lucão, líbero Serginho e ponteiro Douglas;
  • Funvic Taubaté (SP): ponteiro Lucarelli, central Éder e o oposto Wallace.

A seleção brasileira feminina que disputou os Jogos Olímpicos do Rio 2016 também está bem representada nesta edição da Superliga:

  • Vôlei Nestlé (SP): levantadora e capitã Dani Lins;
  • Rexona-Sesc (RJ): central Juciely e ponteira Gabi;
  • Denti/Praia Clube (MG): central e bicampeã olímpica Fabiana;
  • Camponesa/Minas: líbero Leia.

    A central Fabiana é bicampeã olímpica pelo Brasil (2008 e 2012). Foto: Johannes Eisele/AFP/Getty Images
    A central Fabiana fez parte das equipes medalhistas de ouro em Pequim-2008 e Londres-2012. Foto: Johannes Eisele/AFP/Getty Images

Gringos

Os sotaques da Superliga não se restringem à diversidade do Brasil. As quadras brasileiras também vão falar inglês, espanhol, holandês e até sérvio. O alto nível da competição atrai diversos estrangeiros, 14 no total, dez na liga feminina e quatro na masculina. Entre os homens, todos são cubanos.

Mudança

A única mudança da Superliga 2016/2017 em relação às edições anteriores é a queda do tempo técnico. As paradas no oitavo e no décimo sexto pontos foram abolidas para que a Confederação Brasileira de Vôlei se adapte aos moldes utilizados nas competições internacionais.

A Superliga 2016/2017 está marcada para começar em 27 de outubro e a tabela da competição será divulgada em breve.

O futuro do handebol masculino brasileiro passa pelas mãos –e pela cabeça– dele. Washington Nunes será o responsável pelo comando técnico da seleção brasileira masculina de handebol no próximo ciclo olímpico. A tarefa não é das mais fáceis: substituir o espanhol Jordi Ribera, que levou o Brasil à inédita passagem às quartas de final nos Jogos do Rio, à melhor colocação em mundiais (13º lugar na Espanha-2013) e ao domínio absoluto em todas as categorias sul-americanas.

Mas, Washington não se intimida. Conhece o desafio, afinal, já comandou a seleção entre 2008 e 2009 e foi assistente técnico de Ribera (2013-2016). A isso, soma-se a experiência de quase 30 anos trabalhando com handebol, o que dá a ele o know how necessário para assumir o posto.

O trabalho exige muita dedicação. Não por acaso, Nunes revela que, ao final da temporada, vai se despedir da equipe de São Caetano (SP) e se dedicar exclusivamente ao comando da seleção.

Em entrevista ao Brasil Olímpico, o técnico também fala sobre os projetos para o esporte nos próximos anos, o novo centro de referência da modalidade, as referências técnicas que podemos absorver das grandes potências e como manter o handebol entre os esportes que mais atraem o interesse do público brasileiro.

Um dos desafios de Washington é levar a seleção além das oitavas de final no Mundial de 2017. Foto: Cinara Piccolo/Photo&Grafia
Um dos desafios de Washington é levar a seleção além das oitavas de final no Mundial de 2017. Foto: Cinara Piccolo/Photo&Grafia

Esta é sua segunda passagem pela seleção. O que mudou na sua atuação como treinador desde 2008?

Em todo este período trabalhando em nível internacional, a gente vai assumindo novas tendências de treinamento. Acima de tudo, o esporte mudou muito. O handebol era mais lento, hoje é mais físico, veloz e intenso, o que o torna um esporte mais dinâmico. Automaticamente, você tem que mudar muito a forma de trabalhar e a metodologia de treinamentos, para que os jogadores atuem neste novo padrão.


Quais são os projetos para a seleção brasileira neste próximo ciclo olímpico?

Este é um dos motivos que mais me deixou contente com o convite para retornar à seleção. A ideia é dar continuidade a um projeto que foi satisfatório com o Jordi [Ribera, ex-técnico da seleção]. De certa forma, a gente conseguiu pontuar uma maneira brasileira de jogar e queremos continuar isso. Vamos dar continuidade aos campeonatos estaduais, aos encontros com treinadores para formação, ao Acampamento Nacional de Desenvolvimento e Melhoria Técnica e a montagem de grupos de treinamento.

Também temos o objetivo de capacitar jogadores, formar treinadores e melhorar o nível técnico dos atletas. Outro salto importante é o Centro de Treinamentos, que vai centralizar as ações relacionadas ao handebol para o Brasil inteiro. Teremos plataformas de aprimoramento técnico à distância e vamos conseguir, assim, alcançar treinadores de todo o país, o que vai impulsionar nossa seleção nos próximos quatro anos. Vamos dar continuidade a um projeto que foi muito bem planejado e agregar outras ações que vão tornar a modalidade ainda mais sólida.


Você programa mudanças na base da seleção brasileira para os próximos campeonatos?

A expectativa, especialmente para o Campeonato Mundial [que será disputado em 2017], é fazer uma pequena renovação. A gente já era a equipe com a segunda média de idade mais baixa nas Olimpíadas do Rio. Mesmo assim, a ideia é trazer mais alguns jogadores novos, que já passaram pelas categorias juvenil e júnior. Então, a inserção deles na seleção será natural, porque já passaram por um processo de base muito bem consolidado. Temos boas expectativas de classificação, apesar da chave difícil.

[O Brasil está no grupo A, ao lado de Noruega, Rússia, Japão, Polônia e França, atuais campeões mundiais.]


Por falar no Centro Nacional de Desenvolvimento do Handebol, que foi inaugurado recentemente em São Bernardo, como você avalia a importância desta iniciativa para o futuro da modalidade no Brasil?

O espaço pode ser o epicentro de um grande terremoto da modalidade, que vai gerar ondas para o Brasil inteiro. Observando o trabalho em diversos esportes, a gente percebe que é preciso desenvolver atores, como treinadores, jogadores, dirigentes e árbitros, com mais qualidade para o desenvolvimento da modalidade. Colocar em uso a casa do handebol vai abrir as portas para atores de todos os Estados, que vão adquirir conhecimento e levar isso para casa. O centro será um fator de um grande salto!


Em alguns esportes, e o handebol é um deles, a gente percebe uma valorização muito grande do conhecimento que vem de fora. O que podemos aprender com as grandes potências da modalidade?

Olhando um pouco para a nossa modalidade, a gente percebe que a interferência estrangeira nos ajudou muito. As referências de metodologia de treinamento e as informações sobre como aplicá-las, além de noções de organização geral do esporte, trouxeram um grande avanço para o handebol brasileiro. O Jordi foi o treinador que melhor executou isso e colocou em prática muitas ações importantes para o desenvolvimento da seleção. Ele e outros estrangeiros foram multiplicadores no país de um padrão de jogo que a gente não pode perder, mas sim, aprimorar. É preciso desenvolver isso, aliado a nossa forma de trabalhar.


O handebol foi um dos esportes que mais atraiu a atenção do público nas Olimpíadas. O que pode ser feito para que a seleção mantenha esta visibilidade?

O handebol tem muitas coisas que o brasileiro gosta. É dinâmico, sai gol –e desde pequeno a gente aprende a gostar disso. Mas, para manter o handebol nesse nível de expectativa a gente precisa, sobretudo, de mídia. A gente sabe que o que acontece no futebol não ocorre muito nos outros esportes. O vôlei tem a Superliga, o basquete também conquistou um espaço. Já tivemos isso, mas foi perdido por falta de interesse da TV. Se a gente conseguir recolocar a liga nacional de handebol na TV será um grande passo para manter o nível de interesse das pessoas pelo esporte.

Uma das grandes atrações do Time Brasil nos Jogos Olímpicos Rio 2016 e dono de três medalhas na competição, Isaquias Queiroz cai na água novamente a partir desta quinta-feira (22). A agenda agora é o Campeonato Brasileiro de Canoagem Velocidade e Paracanoagem 2016, principal evento do calendário nacional e base para a classificação em competições internacionais e para a formação das Equipes Permanentes.

Ao todo, 357 atletas de 37 associações e clubes de todo o Brasil estão reunidos em Curitiba (PR) para a disputa até domingo (25). Entre eles, Erlon de Souza, medalha de prata na canoa dupla 1000m, ao lado de Isaquias Queiroz, e Caio Ribeiro, ouro na categoria KL3 das Paralimpíadas. Os já consagrados atletas dividem espaço com novas promessas. O Campeonato Brasileiro também tem disputas nas classes infantil, menor, cadete, júnior, sênior, master e open.

Brasil afora

A histórica participação da canoagem brasileira nas Olimpíadas e Paralimpíadas do Rio representam o início de um novo tempo para a modalidade. Para os próximos ciclos, o objetivo principal da Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa) é universalizar a prática do esporte em todo o território brasileiro e, consequentemente, revelar mais atletas para a formação no alto rendimento.

A visibilidade, que funciona como o catalisador para o sucesso, a Canoagem já está começando a ter. Tanto que o SporTV vai transmitir as provas finais dos 200m do Campeonato Brasileiro no domingo, a partir de 12h. Os resultados completos podem ser acompanhados em uma plataforma online da CBCa.

Programa Provisório

22 de setembro – Provas de 1000m

23 de setembro – Provas de 1000m e 500m

24 de setembro – Provas de 500m e 200m

25 de setembro – Provas de 200m

A bola volta a rolar hoje (21) para as quartas de final da Copa do Brasil de futebol feminino. Ao contrário do que se viu nas duas primeiras fases –que tiveram goleadas homéricas de até 21 a 0, no placar agregado–, a expectativa é de jogos mais equilibrados. Tudo bem que futebol não é ciência exata e em campo tudo pode acontecer, mas, o nível técnico foi afunilado e devemos ter partidas mais disputadas.

Veja os confrontos:

Fonte: Site da CBF
Fonte: Site da CBF

O Flamengo-RJ, atual campeão brasileiro, não deve ter vida fácil contra o Audax-SP, que eliminou o Santos-SP na segunda fase com um placar agregado de 5 a 2. São José-SP –campeão mundial em 2014– e JV Lideral-MA também formam um confronto interessante. Ambos aplicaram grandes goleadas em seus adversários para chegar às quartas de final (13 a 0 Atlético-AC e 9 x 0 Caucaia-CE, respectivamente, no placar agregado).

O clube campeão da Copa do Brasil de futebol feminino garante vaga na Libertadores de 2017. A tabela completa do torneio pode ser acessada aqui. Infelizmente, é o único meio de acompanhar os resultados oficiais, já que nenhuma emissora se interessou em transmitir o torneio, apesar de SporTV, TV Brasil e EnterPlay possuírem os direitos.

O Brasil não alcançou a meta de ficar no Top 5 dos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Mesmo assim, não há o que lamentar. O país conquistou o maior número de medalhas da história. Foram 72, muito além da marca anterior de 47 pódios em Pequim-2008 e 67% a mais que o total de medalhas conquistadas em Londres-2012.

O Brasil melhorou (e muito!) a capilaridade das vitórias e subiu ao pódio em 13 esportes, quatro deles de forma inédita: ciclismo, canoagem, vôlei sentado e halterofilismo. Em Londres, o país havia ganhado medalhas apenas em sete esportes.

Veja DEZ motivos para comemorar a campanha brasileira nas Paralimpíadas do Rio:

01: Atletismo

Esta edição dos Jogos coroou a surpreendente evolução do atletismo paralímpico brasileiro. O país conquistou 33 medalhas, quase o dobro de Londres-2012. A crescente brasileira vem desde Sidney-2000, quando o Brasil trouxe nove medalhas para casa. Em Atenas-2004 foram 16 e em Pequim, 15. Como nem tudo são flores, o resultado poderia ter sido ainda mais expressivo se não fosse o conturbado ciclo olímpico de Alan Fonteles, que acabou não correspondendo às expectativas nas provas individuais.

02: Natação

A Rio 2016 fez de Daniel Dias uma lenda viva do esporte paralímpico. O nadador conquistou medalhas em todas as nove provas que disputou, sendo quatro ouros, três pratas e dois bronzes. Como se não bastasse a marca específica nestes Jogos, Daniel chegou a 24 medalhas na carreira e se tornou o maior nadador paralímpico da história. O Brasil ainda ganhou outras dez medalhas na natação paralímpica, 19 no total, cinco a mais que em Londres-2012.Canoagem: o Brasil largou bem na estreia da canoagem nos Jogos Paralímpicos. Caio Ribeiro escreveu o nome do país na história com o bronze na classe KL3.

03: Ciclismo

O Brasil ainda não tinha medalhas no ciclismo paralímpico. Quando aconteceu, vieram logo duas conquistas. Lauro Chaman foi prata na prova de estrada C5 e bronze no contrarrelógio C4 e C5. A Rio 2016 também marcou a estreia brasileira nas provas femininas, com Jady Malavazzi, classe H3 (handbike), e Márcia Fanhani, classe Tandem (para cegas).

05: Futebol de 5
Os jogadores brasileiros de Futebol de 5 comemoram o quarto ouro consecutivo em Paralimpíadas. Foto: Alaor Filho/MPIX/CPB
Os jogadores brasileiros de Futebol de 5 comemoram o quarto ouro consecutivo em Paralimpíadas. Foto: Alaor Filho/MPIX/CPB

A superioridade absoluta do Brasil na modalidade não é novidade. Afinal, são quatro edições, quatro ouros e nenhum jogo perdido, feito com poucos paralelos no esporte mundial. Mesmo assim, é preciso comemorar. O ouro no Rio consagrou ainda mais craques como Jefinho e Ricardinho. Pelo menos na modalidade de 5, o Brasil ainda é o país do futebol!

06: Halterofilismo

O Brasil entrou no mapa da modalidade com Evânio Rodrigues. Dono do primeiro pódio brasileiro em Jogos Paralímpicos, ele levantou uma barra de 210kg e ficou com a prata na categoria até 88kg. Bruno Carra ainda bateu na trave. O atleta levantou os mesmos 162kg do medalhista de bronze na categoria até 54kg, mas, perdeu o pódio nos critérios de desempate (peso corporal mais alto que o adversário).

07: Judô

Antônio Tenório se despediu em grande estilo das Paralimpíadas. O atleta conquistou a prata e soma um total de seis medalhas em seis participações: quatro ouros, uma prata e um bronze. Além da conquista de Tenório, o judô paralímpico brasileiro ainda conquistou outras três medalhas de prata.

08: Vôlei Sentado

Uma das conquistas mais emblemáticas do time brasileiro nos Jogos Rio 2016! O time feminino do Brasil ganhou a primeira medalha do país na modalidade. Depois de uma campanha invicta na primeira fase, a equipe foi derrotada nas semifinais pelos Estados Unidos, mas venceu a decisão pelo bronze por 3 sets a 0 contra a Ucrânia.

09: Tênis de Mesa

Pela primeira vez, o Brasil alcançou medalhas em disputas individuais na modalidade. Israel Stroh foi prata na classe 7 e Bruna Alexandre conquistou o bronze na classe 10. Ainda vieram dois bronzes, do time masculino, nas classes 1 e 2, e do feminino, nas categorias 6 a 10.

10: Visibilidade que vale ouro

O décimo motivo para comemorar a campanha brasileira nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 não é bem uma medalha, mas vale ouro! Mais de 2 milhões de ingressos foram vendidos, marca menor apenas que a registrada em Londres-2012, quando 2,8 milhões de entradas foram comercializadas. A visibilidade que os Jogos trouxeram para as modalidades paralímpicas não tem preço e já são um dos legados que a Paralimpíada vai deixar para o esporte brasileiro.