Gabriela Costa
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Gabriela Costa

Vinte e cinco atletas e 21 medalhas: este foi o saldo do Brasil no Mundial de Atletismo Paralímpico, que terminou no último domingo (23), em Londres. Foram oito ouros, sete pratas e seis bronzes. A performance colocou o país no 9º lugar no quadro geral, liderado pela China, maior potência paralímpica do mundo. Os asiáticos somaram 65 medalhas (30 de ouro) e foram seguidos pelos Estados Unidos, com 59 medalhas (20 de ouro), e pela Grã-Bretanha, que com 39 pódios (18 de ouro).

Veja cinco fatos que mostram como a participação brasileira foi positiva:

01 – 24 dos 25 atletas convocados foram finalistas em pelo menos uma prova.

02 – Os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 estão logo ali e o Brasil pode esperar muito de seus paratletas jovens. Por exemplo, Petrúcio Ferreira, de 20 anos, que levou dois ouros (100m e 200m, T47); Daniel Tavares, de 21 anos, ouro nos 400m, T20; e Mateus Evangelista, 23, dono de três pódios (ouro nos 100m, T36; e prata nos 200m e no salto em distância, T37).

03 – Os veteranos ainda estão competindo em alto nível, o que faz da equipe forte e equilibrada. Yohansson Nascimento, 29, e Alessandro Rodrigo, 32, por exemplo, se mantiveram entre os melhores do mundo e conquistaram, respectivamente, duas pratas (100m e 200m, T47) e um ouro (lançamento de disco, F11).

Yohansson Nascimento nos 100m T47 Foto: Daniel Zappe/MPIX/CPB
Yohansson Nascimento nos 100m T47
Foto: Daniel Zappe/MPIX/CPB

04 – O Brasil manteve os bons resultados nas provas de campo, mesmo com a aposentadoria de ícones como a bicampeã paralímpica Shirlene Coelho. O país conquistou sete medalhas nestas disciplinas, que englobam saltos, arremesso e lançamentos. Foram quatro ouros, duas pratas e um bronze.

05 – O Time Brasil manteve o mesmo número de ouros, mas com menos representantes, se comparado ao último mundial. No Qatar, em 2015, o Brasil levou 40 atletas e também conquistou oito ouros.

Só um ponto negativo precisa ser destacado: apenas uma mulher saiu de Londres com medalha! A mineira Izabela Campos levou prata no lançamento de dardo, F11, e bronze no lançamento de disco, também F11. O resultado é indicativo de que é preciso investir mais no Atletismo Paralímpico feminino.

Fala, presidente!

“Nós estabelecemos uma estratégia diferente para este início do ciclo. Criamos índices extremamente fortes e desafiadores e todos os atletas que vieram a Londres tinham, ao menos, a terceira marca do ranking mundial, o que os colocava em posição de ganhar medalhas. Certamente este evento vai nortear o início deste ciclo e a participação até Tóquio”, afirma Mizael Conrado, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro.

Esta foi a oitava edição do Mundial de Atletismo Paralímpico. Cerca de 1.300 atletas de 85 países disputam as 202 medalhas, todas no Estádio Olímpico de Londres. Confira todos os medalhistas do Brasil no Mundial Paralímpico de Atletismo:

🥇 OURO

Mateus Evangelista – 100m, classe T36

Petrúcio Ferreira – 100m, classe T47

Petrúcio Ferreira – 200m, classe T47 (com quebra de recorde mundial)

Daniel Tavares – 400m, classe T20

Alessandro Silva – Lançamento de disco, classe F11

André Rocha – Lançamento de disco, classe F52

Thiago Paulino – Lançamento de disco, classe F57

Thiago Paulino – Arremesso de peso, classe F57

🥈 PRATA

Yohansson Nascimento – 100m, classe T47

Yohansson Nascimento – 200m, classe T47

Mateus Evangelista – 200m, classe T37

Mateus Evangelista – Salto em distância, classe T37

Jonas Licurgo – Lançamento de dardo, classe F55

Rodrigo Parreira – Salto em distância, classe T36

Izabela Campos – Lançamento de dardo, classe F11

🥉 BRONZE

Rodrigo Parreira – 100m, classe T36

Rodrigo Parreira – 200m, classe T36

Edson Pinheiro – 100m, classe T38

Fábio Bordignon – 200m, classe T35

Ricardo Costa – Salto em distância, classe T11

Izabela Campos – Lançamento de disco, classe F11

Estamos de volta ao lugar de onde nunca deveríamos ter saído: o pódio mundial do revezamento 4×100 na natação, principal prova da modalidade. Neste domingo (23), o Brasil conquistou a medalha de prata na disputa masculina do Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos, que está sendo disputado em Budapeste, na Hungria.

Foram 17 anos de espera e vários “quases” até que Cesar Cielo (que bom voltar a escrever sobre esse nome!), Bruno Fratus, Gabriel Santos e Marcelo Chierighini fizeram história e conquistaram a prata mais dourada da natação brasileira. O time dos Estados Unidos era franco favorito e ficou com o ouro, mas a prova foi extremamente disputada. Não por acaso, a diferença entre brasileiros e americanos foi de apenas 0s28. Veja os tempos:

🥇USA 🇺🇸 – 3:10.06

🥈Brasil 🇧🇷 – 3:10.34

🥉Hungria 🇭🇺 – 3:11.99

O tempo conquistado pelo Brasil no Campeonato Mundial nos daria a prata também na Rio 2016…. mas a página já está virada e para um recomeço que não poderia ter sido melhor. Especialmente para o campeão olímpico (Londres-2012) Cielo, que voltou a treinar somente em fevereiro deste ano, depois de um tempo difícil, que o deixou fora dos Jogos em casa. César, inclusive, nem treinou para o revezamento 4×100. Está focado na prova dele, os 50m livre.

Em entrevista ao canal SporTV, Bruno Fratus disse que a medalha tem significado muito especial para ele. Foi em 2000, vendo Fernando Scherer, Gustavo Borges, Carlos Jayme e Edvaldo Valério ganharem o bronze olímpico em Sydney, última conquista mundial do Brasil no revezamento 4×100, que Fratus teve a certeza que queria ser nadador.

Para se ter uma ideia de quanto a natação se tornou mais competitiva desde então, o tempo do bronze brasileiro em 2000 foi de 3m17s40, quase seis segundos a mais que o registrado em Budapeste para a terceira colocação. E, na natação, cada centésimo conta.

É a quarta medalha do Brasil no Mundial de Esportes Aquáticos da Fina, a primeira na natação em piscina. Nas águas abertas, Ana Marcela Cunha levou o ouro nos 25km e dois bronzes, nos 5km e 10km.

O resultado brasileiro também significou a quebra do recorde sul-americano. Mais do que a medalha, a conquista do Brasil representa um novo começo para a nossa natação. Agora é treinar e voltar a disputar em alto nível com as principais potências do mundo. Talento a gente têm!

A maratona aquática segue rendendo bons resultados para o Brasil. Prova disso é o bronze de Ana Marcela Cunha na prova de 10km feminino do Mundial de Esportes Aquáticos da Federação Internacional de Natação, que acontece em Budapeste, Hungria, até 30 de julho. Esta é a 11ª medalha brasileira na história da competição, que veio com o empate com a italiana Arianna Bridi (2h00m17s2).

A disputa foi acirrada durante toda a prova e Ana Marcela se manteve no pelotão da frente nas mais de duas horas de competição. O ouro ficou com a francesa Aurelie Muller (2h00m13,7) e a prata com a equatoriana Samantha Arevalo (2h00m17s.0).

“Conquistar esse resultado foi sensacional. Depois do décimo lugar na Olimpíada eu não tive resultados bons, mas isso me deixou até tranquila por não chegar aqui como favorita. Cheguei sendo a Ana Marcela que foi campeã mundial e fez um monte de coisas, mas não como favorita e isso me tirou um peso das costas”, desabafa Ana Marcela.

Braçadas vitoriosas

A história recente da maratona aquática brasileira é vitoriosa. Nos Jogos Olímpicos Rio 2016, Poliana Okimoto trouxe a primeira medalha para as representantes femininas dos esportes aquáticos do Brasil, quando conquistou o bronze nas águas de Copacabana.

Aliás, pioneirismo é a marca de Poliana. Ela foi a primeira nadadora brasileira no pódio mundial de uma competição da FINA (Mundial de Maratonas 2006), a primeira medalhista brasileira no Mundial dos Esportes Aquáticos (Roma/2009) e a primeira maratonista aquática brasileira medalhista Pan-Americana (Rio 2007).

Fique ligado no mundial da Fina!

O Brasil terá representante em todas as provas de maratonas no Mundial. Na terça (18) será a vez de Allan do Carmo e Fernando Ponte nos 10km masculino. Na quarta (19), Ana Marcela volta às águas para a disputa dos 5km feminino, quando também compete Betina Lorscheitter. Na quinta (20), a equipe brasileira cai na água para o revezamento de 5km e na sexta (21) está marcada a disputa dos 25km, tanto no masculino quanto no feminino.

A equipe brasileira é composta pelos atletas Allan do Carmo, Fernando Ponte, Victor Colonese, Ana Marcela Cunha, Betina Lorscheitter e Viviane Jungblut.

Veja o histórico de medalhas do Brasil no Mundial de Esportes Aquáticos:

Roma 2009 – Bronze – 5 km feminino – Poliana Okimoto
Xangai 2011 – Ouro – 25km feminino – Ana Marcela Cunha
Barcelona 2013 – Ouro – Poliana Okimoto – 10km
Barcelona 2013 – Prata – Poliana Okimoto – 5km
Barcelona 2013 – Prata – Ana Marcela Cunha – 10 km
Barcelona 2013 – Bronze – Ana Marcela – 5km
Barcelona 2013 – Bronze – Allan do Carmo, Poliana Okimoto, Samuel de Bona – Prova de Equipe 5km
Kazan 2015 – Bronze – Ana Marcela Cunha – 10 km
Kazan 2015 – Prata – Allan do Carmo, Ana Marcela Cunha, Diogo Villarinho – Prova de Equipe 5km
Kazan 2015 – Ouro – Ana Marcela Cunha – 25km
Balatonfüred 2017 – Bronze – Ana Marcela Cunha – 10 km

Uma quadra de rua, três jogadores de cada lado, vestidos com camisetas largas, movimentos intensos, curiosos vidrados nas jogadas… A cena parece bem familiar para os amantes de seriados americanos. Mas não tem muito espaço nas ruas brasileiras, onde os campinhos de futebol improvisados com Havaianas ainda resistem ao trânsito cada vez mais caótico.

A verdade é que vamos ter que nos familiarizar com o cenário do basquete 3×3, nova modalidade olímpica e que já está confirmada nos Jogos de Tokyo 2020. Antes de mais nada, vamos às regras do jogo. E não é só o número de jogadores que muda em relação ao basquete que estamos mais habituados.

Regras

O basquete 3×3 é jogado em uma quadra de 15x11m, metade da convencional. As demarcações oficiais continuam as mesmas, com linha de lance livre, de dois pontos e o semicírculo debaixo da cesta. A tabela é uma só para as duas equipes, que são compostas por três jogadores titulares –como o próprio nome já indica– e um reserva. O tempo de posse de bola para fazer a cesta é de 12 segundos.

Por falar em pontuação, os lances convertidos de dentro do arco valem um ponto, assim como os lances livres, e as cestas feitas de trás do arco valem 2 pontos. O tempo máximo de duração da partida é de 10 minutos e o cronômetro é paralisado em situações de bola parada e lances livres. No entanto, a equipe que fizer 21 pontos primeiro sai vencedora. Se der empate no tempo regular, tem um minuto de intervalo para depois iniciar a prorrogação, que dura até uma das equipes marcar dois pontos.

Agora que já deu para ter uma noção, é hora de visualizar o basquete 3×3 em ação:

 

Como o basquete 3×3 chegou aos Jogos

É fato que a modalidade não é das mais difundidas no cenário esportivo mundial. Mesmo assim, é um esporte regularizado e possui mais de 50 mil atletas cadastrados pela Federação Internacional de Basquete (Fiba). Além disso, a simplicidade do jogo (afinal, só o que é preciso é uma quadra de rua, a cesta e uma bola!) atrai milhões de adeptos no mundo todo.

A popularização veio na década de 1980, mas o primeiro evento teste de basquete 3×3 organizado pela Fiba só aconteceu em 2007, no Asian Indoor Games, na China. A modalidade estreou em competições internacionais nos Jogos Olímpicos da Juventude, em 2010, e fez tanto sucesso que a Fiba resolveu desenvolver torneios específicos. Foi assim que o basquete 3×3 entrou, de vez, no radar das Olimpíadas e foi aprovada para integrar o programa dos Jogos em junho de 2017.

Quem deve ser batido

O basquete 3×3 ainda é uma modalidade relativamente nova para ter grandes potências consolidadas. Entretanto, já é possível afirmar que a hegemonia é europeia. Dos quatro campeonatos mundiais organizados pela Fiba para os homens, a Sérvia venceu três (2012, 2016 e 2017). Em 2014, a competição foi vencida pelo Catar.

No feminino, as americanas levaram a melhor em 2012 e 2014. A República Tcheca ficou com o título em 2014 e a Rússia foi campeã no mundial deste ano. O Brasil não participou desta edição, pois a Confederação Brasileira de Basquete ainda estava suspensa pela Fiba.

Basquete 3×3 no Brasil

Bom, já é possível perceber que não somos exatamente uma potência com chances de medalha nos próximos Jogos Olímpicos. Para se ter uma ideia, na última edição do Campeonato Mundial que o Brasil participou, em 2014, a seleção masculina terminou em último no Grupo C e a feminina caiu para a Bélgica nas oitavas, por 17 a 8.

O primeiro atleta brasileiro a ter um contrato profissional assinado no basquete 3×3 foi Leandro Souza de Lima, ex jogador do São Paulo DC, contratado este ano pela equipe do Yokohama City, no Japão.

Para mudar esse panorama e ampliar a formação de atletas profissionais, a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) deu início a um programa de caça talentos. O projeto, de médio a longo prazo, tem a finalidade de identificar, treinar e desenvolver os futuros atletas das seleções nacionais 3×3 e popularizar o esporte no país.

Na etapa do Campeonato Brasileiro de 3×3, que será realizada de 19 a 23 de julho, em Brasília, serão cadastrados 32 atletas (16 femininos e 16 masculinos). O procedimento será repetido em outras cidades que vão receber etapas, como Ribeirão Preto e Porto Alegre.

As competições de basquete 3×3 no Brasil são normalmente organizadas pela CBB, mas outras entidades, como a Associação Nacional de Basquete 3×3, também são autorizadas a criar campeonatos oficiais, sob supervisão da Fiba.

É fato que ainda temos um longo caminho para percorrer antes de pensarmos em medalhas olímpicas no basquete 3×3. Mas, em tempos de elitização de vários esportes antes reconhecidos como de massa (o futebol é o caso clássico!), é animador ver nos Jogos Olímpicos uma modalidade que guarda a essência democrática que faz do esporte um agente de transformação.

Para quem estava com saudades de ver de perto a Seleção Feminina de Vôlei em BH, a oportunidade é esta! O Brasil enfrenta a Polônia nesta terça-feira (27), às 20h30, no Ginásio Mineirinho. Ok, é um amistoso, mas já dá para ver em ação o time que vai jogar pelo 13º título do Grand Prix, que começa em 7 de junho.

Na quinta-feira (29), o time do treinador José Roberto Guimarães volta a enfrentar a Polônia, em São Paulo. O segundo duelo amistoso entre as equipes acontece às 21h30, no Ibirapuera.

O destaque do Brasil nos últimos jogos e grande arma do Brasil para os duelos contra a Polônia já é bem conhecida pelo público mineiro. A ponteira Rosamaria, do Camponesa Minas e da Seleção Brasileira, vai estar em casa e acredita que os jogos vão ajudar na preparação da equipe para o Grand Prix.

“Aprender a jogar com equipes de estilos diferentes do nosso como a Polônia é muito importante. Vamos tentar aproveitar ao máximo esses dois amistosos para chegarmos bem preparadas no Grand Prix. É mais uma oportunidade de evoluirmos como equipe”, conta Rosamaria.

A equipe brasileira para os amistosos em Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP) terá as levantadoras Roberta, Naiane e Macris; as opostas Tandara, Monique, Fernanda Tomé e Edinara; as ponteiras Natália, Rosamaria, Drussyla e Amanda; as centrais Carol, Adenízia, Bia e Mara; e as líberos Suelen e Gabi.

Onde comprar?

Bilheteria oficial – Ginásio do Mineirinho

– Funcionamento: 10h as 22:00h

Pela internet: www.tudus.com.br

Quanto custa?

– Arquibancada: R$ 40,00
– Cadeira: R$ 50,00

Prepare-se!

A primeira etapa do Grand Prix será disputada de 7 a 9 de julho, em Ankara, na Turquia, e o Brasil terá como adversários a Bélgica, a Sérvia e a Turquia. A estreia das brasileiras está marcada para 7 de julho, às 13h30 (horário de Brasília) contra a Bélgica.

O ciclo olímpico para Tokyo 2020 vai começar, de vez, para a Seleção Brasileira Feminina de Handebol. A equipe disputa, a partir desta sexta-feira (9), o Torneio Quatro Nações em São Bernardo do Campo, contra Chile, Portugal e República Dominicana.

A Seleção ainda está sob o comando do treinador interino Sérgio Graciano, já que o permanente –um estrangeiro– está bem encaminhado, mas não pode ser revelado em função do vínculo com um clube.

Mesmo assim, as 21 convocadas já encaram com seriedade o torneio. Afinal, ele serve como preparação para a competição mais importante do semestre, o Pan-americano de Handebol, que começa em 18 de junho, em Buenos Aires, e vale vaga para o Mundial da Alemanha, em dezembro.

A estreia brasileira no Quatro Nações será contra as chilenas, nesta sexta-feira (9), às 21h. No dia seguinte, as anfitriãs enfrentam as dominicanas, às 18h. E o último confronto será diante das portuguesas no domingo, dia 11, às 9h30.

O momento marca o começo de um novo trabalho, com atletas experientes –como a goleira Babi e a armadora Eduarda Amorim– dividindo espaço com jovens jogadoras. Vêm por aí duas boas competições para testar a equipe até a disputa do Mundial.

Confira as convocadas:

Goleiras – Bárbara Arenhart, Gabriela Moreschi e Jéssica Silva de Oliveira

Armadoras Amanda de Souza Caetano, Bruna de Paula, Deonise Fachinello, Eduarda Amorim, Mariane Cristina Oliveira Fernandes e Patrícia Batista da Silva

Centrais – Ana Paula Rodrigues Belo, Danielle Cristina Joia e Mayara Fier de Moura

Pontas – Dayane Pires da Rocha, Jéssica Quintino, Larissa Fais Munhoz Araujo, Larissa Inae da Silva, Mariana Costa e Samira Rocha

Pivôs – Regiane dos Santos Silva, Tamires Anselmo Costa e Tamires Morena de Araújo

Os melhores atletas paralímpicos da atualidade na natação, no atletismo e no halterofilismo vão ter as habilidades testadas na primeira fase nacional do Circuito Loterias Caixa, que começa nesta sexta-feira (02) e vai até domingo (04). A competição terá um aditivo motivacional, a proximidade dos Mundiais das três modalidades, no segundo semestre. Ao todo, são 654 atletas brigando por medalhas no Circuito.

Atletismo

O Circuito Loterias Caixa é a última oportunidade para garantir uma vaga na delegação que vai representar o país no Mundial da Modalidade, em Londres, de 14 a 23 de julho. Atletas como Yohansson Nascimento e Alan Fonteles ainda precisam melhorar as marcas para carimbar o passaporte para a Inglaterra.

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) pretende levar 25 atletas e estabeleceu índices fortes, para que todos cheguem em Londres com chances de medalha. Treze já conseguiram a vaga e outros dez fizeram índice B nas fases classificatórias anteriores e estão próximos de integrar o time brasileiro para o Mundial.

Natação

(Foto: Buda Mendes / CPB)
(Foto: Buda Mendes / CPB)

As atenções estão voltadas, como sempre, para Daniel Dias (foto). O maior medalhista brasileiro em Jogos Paralímpicos, com 24 medalhas, disputa quatro provas na classe S5 e é franco favorito em todas elas. O Circuito integra a preparação do atleta para o Mundial de Natação, marcado para setembro, na Cidade do México. Mas, Daniel vai poder nadar tranquilo, pois já garantiu o índice para a competição.

No Circuito, Daniel vai seguir o que planejou logo após os Jogos do Rio 2016, quando decidiu focar nos estilos livre e costas, diminuindo, assim, a maratona de provas que costuma encarar nas competições.

As provas do Circuito também vão dar a Daniel o ritmo para enfrentar a etapa de Indianápolis (EUA) da World Series do Comitê Paralímpico Internacional, quando ele vai enfrentar o principal rival, o norte-americano Roy Perkins.

Halterofilismo

Os halterofilistas buscam, no Circuito Loterias Caixa, chamar a atenção do CPB. É que ainda há espaço na delegação brasileira para o Mundial da modalidade –marcado para setembro, também na Cidade do México. As vagas vão ser preenchidas de acordo com critérios da Confederação, que levam em conta o potencial de evolução de cada competidor. Os últimos convocados vão se juntar a outros nove brasileiros já garantidos no Mundial.

O Circuito

O Circuito Loterias Caixa é organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro. É o mais importante evento paralímpico nacional de atletismo e natação. Composto por quatro fases regionais e três nacionais, tem como objetivo desenvolver as práticas desportivas em todos os municípios e estados brasileiros, além de melhorar o nível técnico das modalidades e dar oportunidades para atletas de elite e novos valores do esporte paralímpico do país.

Expectativa confirmada! A canoagem brasileira trouxe para casa duas medalhas da 2ª etapa da Copa do Mundo de Canoagem Velocidade, que aconteceu na Hungria, no último fim de semana. O medalhista olímpico Isaquias Queiroz não decepcionou e ficou com a prata na prova C1 1000m, com 3min46s24, atrás do tcheco Martin Fuska, 3min45s642. O bronze ficou com polonês Tomasz kaczor, que fechou a prova com 4min15s800.

A grata surpresa mesmo veio da canoagem feminina. As atletas Andrea Oliveira e Angela Aparecida foram as mais rápidas –e com folga!– na prova de C2 200m. A dupla realizou o percurso com o excelente tempo de 4min4s061 e ficou com o ouro. As atletas canadenses Nadya Crossman-Serb e Anne-Sophie Lavoie-parente fizeram 4min4s946, em segundo lugar. Para completar o pódio, as atletas da Rússia Daria Kharchenko e Aliia Almakaeva fizeram 4min5s099 e ficaram com o bronze.

O resultado das brasileiras é bastante animador. A canoa feminina foi confirmada no calendário dos Jogos Olímpicos de Tokio 2020. Então, começar o primeiro ciclo olímpico da categoria com vitória mostra que a modalidade pode ajudar a engordar o quadro de medalhas do Brasil nos próximos Jogos.

Estamos muito felizes com os resultados obtidos, conseguimos ir para duas finais A e ainda conquistamos o ouro, numa prova em que o nível estava muito alto”, comentou Angela Aparecida.

Por falar em finais A –aquelas que valem medalha–, o resultado foi satisfatório. Foram quatro: as duas que geraram medalhas; a prova de C1 200m feminino, com Andrea Oliveira, que ficou com a quarta posição; e o C2 500m, também com Andrea Oliveira, em parceria com Angela Aparecida, que ficaram com a oitava colocação.

A 2ª etapa da Copa do Mundo de Canoagem Velocidade foi um teste e tanto para os brasileiros, pois contou com os principais nomes da modalidade no mundo. O resultado mostrou que Isaquias Queiroz, Angela Aparecida e Andrea Oliveira estão entre eles. As atenções agora se voltam para o Campeonato Mundial, marcado para agosto.

A canoagem brasileira está em alta. Não por acaso, as expectativas são grandes quando atletas como Isaquias Queiroz e Erlon de Souza caem na água. Por isso, é bom ficar de olho na segunda etapa da Copa do Mundo de Canoagem Velocidade, que começa nesta quinta-feira (25), em Szeged, na Hungria.

A equipe brasileira terá ótimos testes pela frente para comprovar o processo de evolução pelo qual vem passando há um tempo, já que a etapa terá a presença dos principais nomes do cenário mundial da modalidade e promete disputas acirradas. As provas serão de 1000, 500 e 200 metros.

“Vamos buscar melhores resultados, e o maior número possível de finais A, vamos mostrar o quanto estamos evoluindo”, explica o técnico Rui Fernandes. A competição também vai servir para o início de uma adaptação ao clima da cidade, que vai receber o Campeonato Mundial em 2019, pré-olímpico para os Jogos de Tóquio em 2020.

A delegação brasileira é formada pelos atletas Isaquias Queiroz, Erlon de Souza e Maico dos Santos, da Canoa; Edson Silva, Roberto Maehler e Vagner Souta, do Caiaque; além de Valdenice Conceição, Andrea de Oliveira e Angela da Silva, da Canoa Feminina, que passou a fazer parte do quadro de provas olímpicas.

“Será nossa primeira Copa do Mundo após a Canoa Feminina ser confirmada no calendário dos próximos Jogos Olímpicos. Acredito que a disputa será muito grande, todas querendo mostrar seu trabalho e já de olho nas Olimpíadas, vamos para cima das adversárias mostrar nosso potencial”, disse Angela da Silva.

A equipe brasileira está embalada pelo excelente resultado no Campeonato Sul-Americano, quando confirmou a hegemonia no continente ao conquistar o título por equipes, com 54 medalhas. Além disso, a memória das medalhas conquistadas nos Jogos Olímpicos Rio 2016 ainda está fresca… Especialmente para Isaquias, que ganhou um bronze e duas pratas, uma delas com o companheiro Erlon.

As disputas da segunda etapa da Copa do Mundo de Canoagem Velocidade vão até dia 28. Você pode ver aqui a programação completa da competição.

Maio trouxe bons resultados para o esporte olímpico brasileiro, especialmente no vôlei de praia e na ginástica. Na etapa do Rio de Janeiro do Circuito Mundial de Vôlei de Praia 2017, disputada na arena de tênis do Parque Olímpico, os campeões olímpicos nos Jogos Rio 2016 Alison/Bruno levaram o ouro no masculino e a dupla Ágatha/Duda conquistaram o primeiro título internacional delas no feminino.

Na Croácia, a ginástica artística brasileira garantiu cinco medalhas na Copa do Mundo. Thaís Fidelis e Flávia Saraiva fizeram dobradinha no pódio em dois aparelhos: trave e solo. Já Arthur Zanetti dominou mais uma vez a competição nas argolas e garantiu o ouro.

Mas o calendário de disputas das modalidades olímpicas já está saltando direto para junho. Entre as competições mais esperadas estão o Grande Prêmio Brasil de Atletismo, com a presença do campeão olímpico no salto com vara, Thiago Braz; o Mundial de Taekwondo, também com presença do medalhista de bronze no Rio, Maicon Siqueira (+87Kg); e as fase final da Liga Mundial de Vôlei masculino, que será disputada na Arena da Baixada, em Curitiba (PR).

Ainda tem a Copa das Confederações da Fifa, mas sem a presença do Brasil, que não foi muito longo na Copa América de 2015 –caiu nas quartas de final– e ficou de fora pela primeira vez. Mesmo assim, há boas seleções para acompanhar, como a atual campeã mundial Alemanha, Portugal e Chile.

Veja o calendário completo de competições de junho:

2 a 4 – Etapa de Belgrado (SRB) da Copa do Mundo de Canoagem de Velocidade

2 a 4 – Etapa de Moscou (RUS) do Grand Prix de Esgrima (sabre)

2 a 4 – Etapa de Guadalajara (ESP) do Desafio Mundial de Ginástica Rítmica

3 – GP Brasil de Atletismo (Rio de Janeiro)

4 a 16 – Etapa de Tavarua (FIJ) da Liga Mundial de Surfe (masculino)

6 a 11 – Super Final feminina da Liga Mundial de Polo Aquático

6 a 11 – Etapa de Roma (ITA) do Circuito Mundial de Vôlei de Praia

6 a 11 – Etapa de Antalya (TUR) da Copa do Mundo de Tiro com Arco

6 a 14 – Etapa de Gabala (AZE) da Copa do Mundo de Tiro Esportivo (rifle e pistola)

7 a 11 – Tour da Inglaterra de Ciclismo (feminino)

8 – Etapa de Roma (ITA) da Diamond League de Atletismo

10 e 11 – Etapa de Leeds (GBR) da Série Mundial de Triatlo

10 e 11 – Etapa de Vail (USA) da Copa do Mundo de Escalada (bouldering)

13 a 18 – Etapa da Indonésia do Superseries de Badminton

14 a 18 – Aberto de Tóquio (JPN) do Circuito Mundial de Tênis de Mesa

15 – Etapa de Oslo (NOR) da Diamond League de Atletismo

15 a 18 – Aberto dos Estados Unidos do Major de Golfe (masculino)

15 a 18 – Etapa de Poznan (POL) da Copa do Mundo de Remo

16 a 18 – Etapa de Nanquim (CHN) do Circuito mundial de Vôlei de Praia

16 a 18 – Etapa de Praga (CZE) da Copa do Mundo de Canoagem Slalom

17 a 2 de julho – Copa das Confederações de Futebol

18 – Etapa de Estocolmo (SWE) da Diamond League de Atletismo

20 a 25 – Super Final masculina da Liga Mundial de Polo Aquático

20 a 25 – Aberto de Chengdu (CHN) do Circuito Mundial de Tênis de Mesa

20 a 25 – Etapa de Salt Lake City (USA) da Copa do Mundo de Tiro com Arco

23 a 25 – Etapa de Druskininkai (LTU) da Copa do Mundo de Pentatlo Moderno (Grande Final)

23 a 25 – Etapa de Nantong (CHN) do circuito mundial de Vôlei de Praia

23 a 25 – Etapa de Augsburg (GER) da Copa do Mundo de Canoagem Slalom

24 – Etapa de Setúbal (POR) da Copa do Mundo de Maratona Aquática

24 e 25 – Etapa de Clermont-Ferrand (FRA) do Rugby Sevens Series feminino 2016/17

24 e 25 – Etapa de Mumbai (IND) da Copa do Mundo de Escalada (bouldering)

24 a 30 – Mundial de Taekwondo (Muju, KOR)

27 a 2 de julho – Etapa de Porec (CRO) do Circuito Mundial de Vôlei de Praia

28 a 2 de julho – Fase Final da Liga Mundial masculina de Vôlei

29 a 2 de julho – Etapa de Olympia Fields (USA) do Major de Golfe (feminino)

30 a 2 de julho – Etapa de Hohhot (CHN) do Grand Prix de Judô

30 a 2 de julho – Etapa de Markleeberg (GER) da Copa do Mundo de Canoagem Slalom

30 a 9 de julho – Giro d’Italia feminino de Ciclismo
(calendário organizado pelo blog Surto Olímpico)